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SP anuncia ‘Bolsa do Povo’, que pretende pagar até R$ 500 a famílias

Proposta, que ainda depende da aprovação da Alesp, também quer contratar pais de alunos para atuarem em escolas públicas

Por Redação VEJA São Paulo 7 abr 2021, 15h36

O governador João Doria anunciou, nesta quarta-feira (7), a criação de um novo programa social, o “Bolsa do Povo”, que pagará até R$ 500 em benefícios e tem a proposta de fazer a unificação dos programas sociais já existentes no estado, além da criação de novos. Com o novo programa, o governo pretende beneficiar, direta e indiretamente, até 500 000 famílias do estado. Doria disse ainda que o investimento total no programa passará a ser de um bilhão de reais ainda este ano.

“O Bolsa do Povo é o maior programa social da história de São Paulo. Ao lado do enfrentamento da pandemia, da preservação da vida, da obediência à ciência, estamos também acompanhando o crescimento acelerado da pobreza, da vulnerabilidade, em São Paulo e no Brasil. Por isso, o governo segue dando atenção à saúde e à vida, mas também ao alimento e à proteção social“, afirmou o governador.

Por conta do alto valor total de investimento anunciado para os programas do “Bolsa do Povo”, Doria disse que o governo encaminhará na tarde desta quarta (7) a proposta do projeto de lei do “Bolsa do Povo” para aprovação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). “Estamos convencidos de que a Assembleia Legislativa cumprirá seu dever e obrigação de aprovar um programa dessa natureza para beneficiar a população do estado de São Paulo”.

O governo espera que o projeto de lei do “Bolsa do Povo” seja deliberado pela Alesp em até 45 dias para que, no final de maio ou começo de junho, os cadastramentos dos beneficiários possam ocorrer e o programa seja lançado.

Para o novo programa será entregue um cartão físico, do tamanho de um cartão de crédito, a todos os beneficiados pelo programa. Também há a possibilidade adquirir o cartão em formato digital, para os que possuírem celular. 

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Trabalho

O “Bolsa Trabalho” é o principal projeto social novo do “Bolsa do Povo”. Ele prevê a contratação de 20 mil pais e mães de alunos de escolas públicas para trabalharem na rede pública de ensino, nas escolas onde seus filhos estudam, para auxiliar no retorno às aulas. Com isso, a carga horária será de 4 horas diárias com remuneração mensal de R$ 500. A intenção do governo é que haja alguma qualificação da mão de obra desse beneficiário durante o programa.

Segundo Rodrigo Garcia, vice-governador e secretário de governo, o “Bolsa do Povo” terá a gestão unificada na Secretaria de Governo, que fará a coordenação e o acompanhamento da efetividade da política pública dos projetos sociais tocados pelas respectivas secretarias responsáveis. 

O vice-governador ainda mostrou os sete eixos de programas sociais que o Bolsa do Povo vai abranger: Bolsa Trabalho (Emprego), Bolsa Renda Cidadã (Assistência Social), Bolsa Aluguel Social (Habitação), Bolsa Talento Esportivo (Incentivo), Bolsa Auxílio Via Rápida (Qualificação Profissional), Ação Jovem e contratação de mães e pais nas escolas (Educação), além da contratação de agentes de apoio na Saúde (Saúde).

Rodrigo Garcia também mencionou a ampliação de dois programas sociais já existentes, o Ação Jovem e o Renda Cidadã. Ambos terão aumento de R$ 80 para R$ 100 na mensalidade paga aos beneficiários.

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