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‘Plano municipal de imunização’ avança com discussão de grupos prioritários

Entre os grupos contemplados na primeira versão do projeto estão os servidores públicos municipais que ainda não foram vacinados

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 7 abr 2021, 11h52 - Publicado em 7 abr 2021, 11h50

A câmara municipal discutiu nesta terça-feira (7) um projeto coletivo para definir grupos prioritários na capital para a imunização contra a Covid-19. Fábio Riva (PSDB), líder do governo na Câmara, apresentou um esqueleto do plano que visa orientar a prefeitura sobre quais devem ser os grupos prioritários para a vacina na capital. Ele pediu que os líderes reúnam propostas de suas bancadas para incluir nesse planejamento até o fim desta semana. 

Os vereadores concordaram com a proposta e Riva afirmou que o projeto foi construído com suporte de procuradores, respeitando as diretrizes do Plano Nacional de Imunização. 

Entre os grupos contemplados na primeira versão do projeto estão os servidores públicos municipais que ainda não foram imunizados. Entre esses profissionais estão as equipes de limpeza, funcionários que têm contato com público da Defesa Civil, da Assistência Social e dos Direitos Humanos e pessoas com deficiência física, mental, sensorial e intelectual. 

Ao G1, o vereador do PSDB explica que o projeto será uma sugestão ao prefeito sobre os grupos que a câmara entende como mais expostos ao vírus, principalmente pelo contato direto com a população. Ele ainda diz que a preocupação atual é a escassez de doses da vacina contra a Covid-19

“Esse projeto só vai ter validação quando chegarem as 5 milhões de doses. A pressa, então, é pela vacina, mais do que com este projeto. Na verdade, a gente não gostaria de ter que discutir grupos prioritários porque toda a população é prioridade; a gente gostaria que a vacina estivesse disponível para todos, mas não está, então, tentamos ao menos apontar a prioridade da prioridade”, disse ao portal. 

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Plano municipal de imunização

O prefeito Bruno Covas (PSDB) quer adquirir vacinas contra a Covid-19 para a cidade de São Paulo e instituir um plano próprio de imunização, com um ritmo de aplicação de 600 000 doses por dia, segundo o Estadão. No começo de março, a prefeitura formalizou um pedido de compra de 5 milhões de doses da vacina da Janssen

A capital paulista atualmente atende 120 000 pessoas por dia na campanha de imunização. Apesar de ter a capacidade para quadruplicar esse número, ela não consegue pela dependência da quantidade das vacinas disponibilizadas para o município. 

No entanto, mesmo que tenha sucesso em conseguir negociar a compra de vacinas com algum fabricante, a Procuradoria-Geral de São Paulo prevê que será necessário um diálogo com o Ministério da Saúde para poder usar as doses. Os procuradores entendem que essas unidades seriam repassadas ao Plano Nacional de Imunização, o PNI. 

Somado a isso, o secretário municipal da saúde, Edson Aparecido, disse que os laboratórios preferem negociar diretamente com os governos centrais, evitando assim falar com os governos regionais. A gestão Covas ainda mantém conversas com a Pfizer, AstraZeneca, Moderna, Biotech e a Janssen.

Em nota, a prefeitura afirmou que “a tentativa de comprar outros imunizantes é uma iniciativa para avançar ainda mais na vacinação realizada no município” e ressaltou que “o objetivo da gestão Bruno Covas é conter o avanço da doença e salvar vidas, e não se “descolar” de quem quer que seja, mas, sim, trabalhar conjuntamente pelo bem comum”.

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