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Modo detetive: 8 preciosas dicas para evitar golpes em encontros on-line

Com os chamados "dates falsos" em alta na capital, a Vejinha conversou com especialistas que ensinam como "investigar" pretendentes e fugir de roubadas

Por Barbara Demerov e Humberto Abdo
Atualizado em 27 Maio 2024, 22h24 - Publicado em 18 fev 2022, 06h00

Na hora de conhecer alguém pela internet ou por aplicativos de paquera, é sempre bom ter um pé atrás. Os chamados “falsos encontros” continuam em alta em São Paulo, assim como os golpes virtuais — que até têm viralizado no streaming com histórias chocantes (como O Golpista do Tinder e Mestres da Enganação, ambos da Netflix). Para evitar surpresas desagradáveis durante os dates e fugir de possíveis roubadas, a Vejinha conversou com especialistas e separou dicas para você se prevenir nas conversas on-line, antes mesmo de sair de casa.

1. Cheque as redes sociais

Esse primeiro passo já se tornou quase um reflexo natural em tempos de interações virtuais e contatos criados na internet. Para quem acabou de dar um novo match e está conhecendo alguém on-line, esse também é o primeiro ponto a ser considerado, segundo a detetive paulistana Daniele Martins. “É preciso checar Instagram e Facebook do início ao fim”, destaca. Mesmo se a pessoa não for uma usuária assídua e não posta conteúdos regularmente, o simples fato de estar presente no universo digital já pode indicar que aquele não é um perfil fake à procura de golpes.

2. E se a pessoa não tiver um perfil na internet?

Nesse caso, é melhor desconfiar imediatamente. “Claro que vai ter um ou outro pretendente que não gosta de redes sociais, mas, ainda assim, é algo muito raro — até porque essa pessoa está disponível em aplicativos de namoro. Não faz sentido!”, diz Andréia Freitas, psicóloga e podcaster do canal Não Inviabilize, que coleciona histórias casuais das mais diversas. “Se o indivíduo não estiver em lugar nenhum e não usa muito o celular, tudo bem. Mas, se está apenas no Tinder, é bem estranho.”

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3. Saiba verificar imagens

Algumas ferramentas de pesquisa ajudam a descobrir se as imagens usadas no perfil do pretendente são verdadeiras e não pertencem a outra pessoa. Um dos processos mais simples envolve clicar com o botão direito do mouse na foto, copiar a URL e colá-la no site images.google.com — o mecanismo vai identificar se essa foto já foi usada em outros lugares. Aplicativos como Reverse Image Search e TinEye também são úteis para Tinder, Bumble e Grindr. Basta copiar ou salvar o retrato e baixá-lo no aplicativo, que cruza o arquivo com resultados similares e indica se a imagem corresponde ao perfil.

4. Evite dar informações pessoais

Andréia reforça a importância de não divulgar informações como endereços residenciais ou local de trabalho logo no primeiro papo. “Essa abordagem que envolve questões pessoais assusta. Já me enviaram duas histórias assim, em que as mulheres receberam diversas perguntas e, felizmente, se tocaram e não levaram a conversa adiante.” Segundo ela, hoje em dia os homens são o perfil principal das vítimas. “As moças estão bem mais acostumadas a checar informações. A maioria dos homens não tem esse cuidado com relação aos aplicativos. Eles se arriscam a buscar paqueras em locais isolados e perigosos.”

Ilustração de um detetive segurando uma lupa em frente ao rosto. Há um ponto de interrogação ao lado.
(Grafico2013/Getty Images)

5. Telefonemas, videochamadas e a “foto de agora”

Uma alternativa para conhecer os pretendentes antes de sair de casa é realizar chamadas de vídeo ou enviar fotos do momento atual — popularizadas pela frase “manda foto de agora”, um meme no universo da paquera. Mas Andréia alerta: “No caso das quadrilhas do Pix, que estão atuando ativamente, algumas possuem mulheres no time para facilitar o processo e obter a confiança da vítima. Essas moças enviam fotos e vídeos via WhatsApp e FaceTime. Além disso, esses grupos investigam seu Instagram e outras redes para checar se há potencial de assalto. São dois caminhos diferentes: as mulheres caem mais em golpes que envolvem traição e os homens caem em crimes bem piores, com risco de morte”.

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6. O bom e velho Google

Para quem não pode pagar um detetive em casos de desconfiança, Daniele afirma que é possível obter ferramentas básicas em serviços de busca na internet. “Se você tiver os dados da pessoa (como o CPF), dá para acessar informações no Serasa e checar a idade, por exemplo. Mas, ainda assim, existe um risco e, se nenhuma informação coincidir com o perfil, caia fora. Na minha opinião, esses aplicativos são uma espécie de iFood humano. Acredito que é muito melhor conhecer alguém em um bar, no cinema ou no shopping”, dispara.

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7. Nunca empreste dinheiro

Pode parecer óbvio, mas é bom reforçar. Assim como no documentário O Golpista do Tinder, um simples pedido de “ajuda” pode sair bem caro no futuro. Daniele explica que, em hipótese nenhuma, deve-se enviar dinheiro a uma paquera, pois não é possível saber ao certo quais são as intenções do outro lado. “Tenho clientes que já deram carros para pretendentes de Tinder. Outra pessoa investiu em um negócio com o recém-namorado e, no fim das contas, seu nome não constava nos documentos. É preciso muito cuidado para não cair em armadilhas.” O mesmo vale para encontros que podem se transformar em viagens repentinas. Melhor evitar!

8. Bônus: marque encontros em lugares públicos

Por último, mas não menos importante, é essencial marcar encontros (especialmente se for com alguém que você ainda não encontrou pessoalmente) em lugares públicos, como shoppings, praças, parques e restaurantes em locais de alto movimento. A Avenida Paulista, por exemplo, possui dezenas de estabelecimentos ideais para o primeiro date. “Há tantos shoppings e restaurantes legais na cidade! Não vá a lugares de risco, muito afastados ou desconhecidos”, aconselha Daniele.

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Publicado em VEJA São Paulo de 23 de fevereiro de 2022, edição nº 2777

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