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Militar de voo presidencial é preso com drogas na Espanha

O episódio criou desconforto no Palácio do Planalto e levou o governo a mudar a escala do presidente Jair Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 26 jun 2019, 12h16 - Publicado em 26 jun 2019, 12h12

Um sargento da Aeronáutica da tripulação que assumiria o voo do avião reserva do presidente Jair Bolsonaro foi detido nesta terça (25), por transportar drogas em sua bagagem. A prisão ocorreu na escala na Espanha, durante o percurso para o Japão. O episódio, que criou desconforto no Palácio do Planalto, levou o governo a mudar a escala do presidente de Sevilha para Lisboa. 

No Twitter, Bolsonaro disse ter determinado ao ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, “imediata colaboração com a polícia espanhola, na pronta elucidação dos fatos, cooperando em todas as fases da investigação, bem como instauração de inquérito policial-militar“. Segundo ele, caso seja comprovada culpa do militar, o sargento será “julgado e condenado na forma da lei”.

O fato de Bolsonaro ter se pronunciado preocupou assessores, cuja avaliação é de que o presidente levou o problema para “o seu colo”, quando o assunto era tratado longe do Planalto. 

O sargento embarcou em Brasília, no avião reserva da Presidência o Embraer 190, do Grupo de Transportes Especiais, da Força Aérea, que transportava três tripulações de militares para a missão presidencial. 

Planalto e Defesa não disseram o tipo e a quantidade de droga na mala, afirmando que darão prioridade à resolução do caso. 

Veja o pronunciamento de Bolsonaro:

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