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Manifestantes acampam perto da casa de Temer em Pinheiros

Cerca de 150 ativistas estão no local, segundo estimativa da Polícia Militar; o acesso ao imóvel do presidente interino foi bloqueado

Por Veja São Paulo [Com Estadão Conteúdo] - Atualizado em 1 jun 2017, 16h09 - Publicado em 23 Maio 2016, 00h03

Um grupo de manifestantes contrários ao presidente interino Michel Temer (PMDB) criou uma ocupação próximo à sua casa em São Paulo, que fica na Praça Norma G. Arruda, em Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital.

Com sacos e lonas, formam um acampamento que pede sua saída do governo federal, que assumiu provisoriamente após a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). Mais cedo, alguns muros da vizinhança foram pichados com frases como “Fora Temer”e “Aqui é periferia”.

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Eles estavam entre as cerca de 3 000 pessoas lideradas por movimentos sociais que seguiram em passeata, na tarde deste domingo (22), a partir do Largo da Batata, a três quilômetros dali. Temer deixou sua casa antes das 15h e antecipou seu retorno a Brasília.

Michel Temer manifestação
Michel Temer manifestação

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), cerca de 150 ativistas estão no local. Todos os acessos à Rua Bennet e à Praça Conde de Barcelos foram fechados. Um grupo de manifestantes tentou negociar, sem sucesso, com o comando do policiamento no local para se aproximar da casa do presidente interino.

Os manifestantes decidiram, então, cercar os acessos à praça. “É ilegal, o nosso direito de livre manifestação está sendo cerceado, independente de quem veio a ordem. Nós ficaremos aqui, a rua dele está cercada, até que haja posicionamentos em relação a tudo que nós viemos trazer aqui hoje”, disse o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, um dos organizadores do ato.

Segundo a assessoria de comunicação da PM, a decisão de interditar as vias foi tomada em conjunto pela polícia, pelas Forças Armadas e pelo comando da segurança da Presidência da República.

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Militantes

Na contramão do discurso da maioria dos movimentos participantes do ato, Felipe Alencar, membro da Coordenação Nacional do Movimento Coletivo Construção São Paulo, DCE Unifesp e Centro Acadêmico de Pedagogia da Unifesp, disse que “não é porque somos contra o governo Temer que queremos a volta de Dilma”.

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“O governo petista foi contra os trabalhadores. E nós que somos universitários sabemos o que é faltar até papel higiênico nas universidades. Não queremos a volta da Dilma porque não queremos retrocesso”, disse, em discurso. Segundo ele, o movimento defende, como alternativa, novas eleições e a extinção do Senado Federal.

Guilherme Boulos reforçou a tese de que os movimentos sociais não darão um minuto sequer de sossego ao governo interino de Michel Temer. “Não tem arrego. Ou sai o Temer ou não vai ter sossego”, cantava o ativista, do alto do caminhão de som.

Boulos disse ainda que o MTST não vai permitir nenhum corte de recurso dos programas de moradias populares. “Quem lutou para ter a sua casa própria não vai permitir nenhum retrocesso”, afirmou.

(Com informações da Agência Brasil)

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