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Laudo diz que bala que matou Arthur não saiu de arma de suspeito

Após constatação do Instituto de Criminalística de São Paulo o homem que era investigado pela morte da criança foi descartado

Por Estadão Conteúdo 5 jan 2018, 13h15

O exame balístico realizado pelo Instituto de Criminalística de São Paulo constatou nesta quinta-feira (4) que o projétil que atingiu e matou o menino Arthur Aparecido Bencid Silva, de cinco anos, na noite de ano-novo, não tem relação com a arma apreendida do suspeito. Com isso, o homem que era investigado pela morte da criança foi descartado.

No dia da virada do ano, o suspeito chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Militar, por porte ilegal de arma, um revólver calibre 38. O caso foi registrado no 101.º Distrito Policial (Jardim das Imbuias), mas o rapaz foi liberado pela Justiça na audiência de custódia, após ter a fiança arbitrada em 500 reais. 

Arthur Aparecido Bencid Silva morreu depois de ser atingido na cabeça por uma bala perdida durante a queima de fogos no réveillon na zona sul de São Paulo. Ele brincava no quintal da casa da família, no bairro Campo Limpo, quando caiu subitamente. Só depois de exames os pais perceberam que um projétil de arma de fogo o havia atingido. 

O laudo necroscópico apontou que Arthur foi vítima de uma bala de calibre 38 que perfurou a parte superior do seu crânio. A bala ficou alojada na região da nuca. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é de que se trata de um disparo feito para cima durante as comemorações do réveillon.

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