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Oração de Irmã Dulce sofre alteração após sua canonização

Veja como ficou a prece após a celebração deste domingo (13)

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 14 fev 2020, 15h55 - Publicado em 13 out 2019, 10h42

Neste domingo (13), Irmã Dulce foi reconhecida como santa pela Igreja Católica em celebração autorizada pelo Papa Francisco, no Vaticano. A baiana, que teve dois milagres reconhecidos pela Santa Sé, é a primeira santa nascida no Brasil.

A oração existe desde 2011, ano em que ocorreu a beatificação da religiosa, após autorização do Papa Bento XVI. A alteração aparece no trecho em que a palavra”bem-aventurada” foi trocada por “santa”. A prece foi escrita pelo então arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Majella. As palavras foram alteradas para ressaltar a santidade da religiosa.

Veja como ficou a prece:

ORAÇÃO A SANTA DULCE DOS POBRES

Senhor nosso Deus, lembrados de vossa filha, a santa Dulce dos Pobres,
cujo coração ardia de amor por vós e pelos irmãos,
particularmente os pobres e excluídos, nós vos pedimos:
dai-nos idêntico amor pelos necessitados;
renovai nossa fé e nossa esperança e concedei-nos,
a exemplo desta vossa filha,
viver como irmãos, buscando diariamente a santidade,
para sermos autênticos discípulos missionários de vosso filho Jesus.
Amém.

CELEBRAÇÃO

Pelo menos 25 autoridades e políticos brasileiros viajaram ao Vaticano para a cerimônia de canonização de Irmã Dulce, neste domingo. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), publicou nas redes sociais na manhã deste domingo um vídeo filmado na Praça de São Pedro. Acompanhado da mulher, Rui Costa afirma que o momento é de grande emoção para os conterrâneos. 

“Este momento não é especial apenas para quem é católico, mas para todos os baianos que acreditam no poder de fazer o bem ao próximo”, disse o governador.

O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), também está no Vaticano para acompanhar a canonização de Dulce, que é conhecida no Estado como Anjo Bom da Bahia.

“Pedi que ela continue guiando os nossos caminhos e olhando pelos que mais precisam”, afirmou.

ACM Neto alega que pagará os gastos da viagem do próprio bolso. A presença de políticos e autoridades do governo brasileiro na cerimônia, porém, tem sido alvo de polêmica.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP) postou em sua conta no Twitter uma foto da Praça de São Pedro e afirmou ser ‘uma honra inexplicável fazer parte deste momento’. Nas respostas ao tuíte, vários usuários questionaram os gastos com a viagem oficial. “Tá faltando alguma coisa aí? Está bem instalado? Qualquer coisa pode gastar mais!!”, ironizou um deles.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) também acompanha a cerimônia e postou fotos da comitiva brasileira. O grupo foi acomodado ao lado esquerdo do altar, espaço reservado para não-religiosos. “Irmã Dulce, que com grande amor e fé intercedeu pela saúde e vida de milhares de brasileiros, torna-se Santa de todo nosso Brasil e do mundo!”, saudou Mourão.

Neste sábado (12), o subprocurador-geral do Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, pediu à Corte que investigue os gastos da comitiva oficial do governo no evento. Além de Alcolumbre e Mourão, a comitiva é composta ainda pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Veja outros nomes:

Deputados que foram à canonização de Irmã Dulce

André Fufuca (PP-MA)

Celio Studart (PV-CE)

Elmar Nascimento (DEM-BA), líder do DEM

José Rocha (PL-BA), líder do PL

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Daniel Almeida (PCdoB-BA), líder do PCdoB

Adolfo Viana (PSDB-BA)

Arthur Oliveira Maia (DEM-BA)

Eduardo da Fonte (PP-PE)

Flávio Nogueira (PDT-PI)

Leur Lomanto Júnior (DEM-BA)

Nelson Pellegrino (PT-BA)

Paulo Azi (DEM-BA)

Senadores que foram à canonização de Irmã Dulce

Jaques Wagner (PT-BA)

Angelo Coronel (PSD-BA)

José Serra (PSDB-SP)

Weverton (PDT-MA)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Elmano Férrer (PODEMOS-PI)

Ciro Nogueira (PP-PI)

 

Com Estadão Conteúdo.

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