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Hepatologista cria hospedaria para pacientes em tratamento

Médico atua em parceria com o pai; são necessários 25 000 reais em doações para manter o programa

Por Mariana Rosario Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 mar 2017, 11h31 | Atualizado em 10 mar 2017, 19h08
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Hospedaria Apat: pai e filho oferecem estadia para pacientes em tratamento na capital  (Reinaldo Canato/Veja SP)
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A cidade de São Paulo é um centro de excelência para o tratamento das hepatites graves, que podem causar desde uma inflamação no fígado até sua falência total. Por isso, recebe pessoas de todo o Brasil em busca de transplantes ou terapias intensivas.

Muitas, no entanto, vivem em áreas carentes do país, como a região amazônica, e não conseguem se manter financeiramente na capital durante o tratamento. Além de custearem a passagem aérea, precisam arcar com despesas como hospedagem e alimentação. Para tentarem ajudar esses doentes, o hepatologista paulistano Tércio Genzini, de 50 anos, e seu pai, o representante comercial aposentado Américo Genzini, 78, decidiram montar em 2003 a Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante (Apat), uma hospedaria que recebe pacientes com complicações no fígado e seus acompanhantes.

No local, que tem capacidade para atender 28 pessoas por vez, a estada e a alimentação são gratuitas. A entidade também acolhe pacientes com doenças nos rins e no pâncreas e já abrigou cerca de 3 400 indivíduos desde a sua criação. Há dez voluntários que organizam as doações (são necessários 25 000 reais por mês para manter o serviço funcionando), os documentos e os eventos para arrecadar verba, como bingos, bazares e brechós. “Sempre acreditei nesse trabalho”, comenta Américo.

Para a limpeza do ambiente e a preparação das cinco refeições diárias, os responsáveis contam com a colaboração de quem está hospedado. A ideia de montar a casa foi de tércio, que se sensibilizou com a condição dos doentes ao fazer uma palestra sobre hepatite em Rio Branco, no acre, no fim da década de 90. “Achava que meu encontro seria com profissionais da saúde, mas o que me esperava era uma plateia de pacientes”, relembra.

Após a apresentação, muitos foram falar com ele para descrever seus sintomas e pedir orientação. “Alguns casos eram muito graves.” Precisavam vir a São Paulo para obter um atendimento adequado. “Hoje, cada vez que ajudo a curar uma pessoa e ela vem me agradecer, eu me convenço de que estou fazendo a coisa certa”, completa o hepatologista.

Apat. Avenida Lins de Vasconcelos, 351, Vila Mariana ☎ 5573-3052. apat.org.br

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