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Agentes comunitários de saúde podem cruzar os braços no dia 27

Profissionais que atuam na prevenção de doenças reivindicam 19% de reajuste salarial; 10 000 funcionários atendem 2,5 milhões de pessoas em São Paulo

Por Ricardo Rossetto Atualizado em 5 dez 2016, 14h11 - Publicado em 18 ago 2014, 18h56

Os agentes comunitários de saúde de São Paulo devem cruzar os braços por 24 horas no próximo dia 27. Em assembleia realizada no auditório da Igreja Nossa Senhora da Paz, no último sábado (16), os trabalhadores rejeitaram o reajuste de 5,8% oferecido pelo sindicato patronal e aprovaram a paralisação.

De acordo com o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Estado de São Paulo (Sindicomunitário), a categoria exige aumento de 19%, além do fim de atitudes que consideram assédio moral e do desvio de função. Com o reajuste, o salário-base desses profissionais na capital passaria de 1 100 reais para 1 300 reais.

No dia 27, os agentes comunitários de saúde pretendem promover uma caminhada de 3 quilômetros até a sede do Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo, que fica na Rua Líbero Badaró. A concentração está programada para as 10 horas no vão livre do Masp.

Responsáveis por orientar os moradores sobre o atendimento médico preventivo, os agentes comunitários de saúde realizam visitas periódicas a domicílios e fazem o acompanhamento de pessoas idosas, diabéticas, hipertensas e gestantes, por exemplo. Em São Paulo, a remuneração dos 10 000 profissionais é feita pelas organizações sociais de saúde, entidades sem fins lucrativos que têm contrato de prestação de serviço com a prefeitura.

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“Ao prevenir doenças, diminuímos as filas para atendimentos médicos”, afirma o presidente do Sindicomunitário, Carlos Alberto Santos Gualberto. Atualmente, os agentes atendem cerca de 2,5 milhões de pessoas, principalmente nas regiões periféricas de São Paulo.

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