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Governo paulista não aceita plano da CBF e veta torcidas nos estádios

Partida entre Brasil e Bolívia, que está marcada para 9 de outubro na Neo Química Arena, na capital, não terá público

Por Redação VEJA São Paulo - 23 set 2020, 14h57

O coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 de São Paulo, José Medina, afirmou nesta quarta-feira (23) que o estado não vai permitir a volta das torcidas aos estádios de futebol. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou um plano para a presença do público com limitação de 30% da capacidade das arenas, que foi aprovado pelo Ministério da Saúde na segunda (21).

“É uma resposta à demanda da CBF para a retomada de público nos estádios, especialmente para a partida entre Brasil e Bolívia que vai ser realizada no dia 9 de outubro pelas eliminatórias da Copa do Mundo”, disse Medina. De acordo com o médico a liberação da Confederação foi analisada pela equipe médica do governo estadual.

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“O comitê concluiu que no cenário atual da pandemia no estado de São Paulo, não permite a retomada de público em eventos associados a grandes aglomerações como nas partidas de futebol de qualquer categoria. Essa é uma decisão técnica”. O coordenador afirmou que embora a prevalência da doença esteja diminuindo na unidade da federação, eventos do tipo reúnem um fluxo de pessoas de “diferentes origens geográficas, com prevalências diferentes da doença”.

Outro ponto apresentado são as atividades paralelas que acabam ocorrendo ao redor dos estádios quando há a realização de uma partida com público, que, segundo Medina, colocam “todos em risco”. Questionado por jornalistas sobre quando ocorreria a liberação para a volta dos torcedores, o médico afirmou que “é impossível ter essa definição” e que “a liberação vai depender da evolução da pandemia”.

O plano da CBF

Por meio de ofício, o Ministério da Saúde aprovou o plano de retomada do público da Confederação. A liberação é válida a partir de outubro porém o documento afirma que o retorno da torcida é atrelado às regras da retomada em cada estado e município, que têm autonomia para definirem o que será adotado.

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