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Governo estadual compra 750 000 chips de internet para Educação

Aquisição acontece quase sete meses depois da suspensão das aulas; equipamentos serão direcionados para professores e estudantes

Por Redação VEJA São Paulo - 14 out 2020, 16h09

Nesta quarta-feira (14), o governo de São Paulo anunciou, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, a aquisição de 750 000 chips de internet para professores e estudantes da rede estadual de educação. De acordo com o governador João Doria, o investimento será de R$ 75 milhões. A distribuição deve começar no início de novembro.

Eles serão destinados a alunos de todos os anos do Ensino Médio e a 500 000 estudantes de baixa renda do 8° e 9° anos do Ensino Fundamental. Todos os 250 000 professores da rede estadual receberão os equipamentos. Também serão contemplados com os chips alunos de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza segundo o Cadastro Único. 

O anúncio ocorreu depois da interrupção das aulas presenciais por mais de 200 dias, chegando a quase sete meses.

Rossieli Soares, secretário estadual da Educação, afirmou que esses equipamentos terão 3 GB de internet por mês para estudantes e 5 GB para professores. “Nós teremos então 500 000 chips que serão distribuídos entre alunos no 8° e 9° ano e ensino médio para os que são mais vulneráveis. A compra de 250 000 chips para os servidores da educação trabalharem na busca ativa e no próprio programa de recuperação. Serão 3 GB por mês para os alunos e 5GB por mês para os servidores, mais ligações e mensagens que eles poderão fazer para a família e demais estudantes”, explicou o secretário. 

A gestão ainda disse que o aplicativo usado pelo governo estadual para as aulas remotas tem internet gratuita. No entanto, famílias de alunos dizem que o programa está consumindo seus pacotes de dados.

Proposta de ensino híbrido

O secretário estadual da Educação anunciou na coletiva que, em 2021, o governo pretende oferecer ensino híbrido para os 500 000 estudantes da rede estadual. De acordo com a gestão, além do ensino regular, os alunos terão um estudo individual extra dirigido que incluirá games, jogos e vídeos. Serão 7 horas a mais de ensino por semana. A ideia é que cada professor acompanhe quatro alunos durante o processo.

“Serão mais 7 horas de aula por semana para esses alunos mais vulneráveis, que vai incluir aulas com inclusive games, jogos, vídeos, exercícios digitais e algo muito importante, esses alunos terão acompanhamento específico, uma monitoria. Um professor acompanhará quatro estudantes nesse processo durante a semana para saber onde eles estão, como eles estão e olhar para o seu plano individual de recuperação”, explicou.

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