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Fórmula 1 vai custar 100 milhões de reais aos cofres públicos

Prefeitura de São Paulo contratou empresa árabe para realizar o evento; até o ano passado, gestão arcava apenas com modernização do Autódromo

Por Redação VEJA São Paulo 5 jan 2021, 18h34

Um acordo foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (5) entre a prefeitura de São Paulo e a MC Brazil Motorspot Holding, com o objetivo de contratação da empresa para a realização do Grande Prêmio São Paulo de Fórmula I. Válido até 2025, o valor do serviço totaliza 100 milhões de reais.

De acordo com a gestão de Bruno Covas (PSDB), a primeira corrida da próxima temporada ocorre no dia 14 de novembro deste ano. Em dezembro, o tucano confirmou que o GP do Brasil permaneceria em São Paulo, após uma disputa entre o governador João Doria e Jair Bolsonaro: o presidente queria que o prêmio fosse para o Rio de Janeiro.

Quando anunciou a renovação da permanência da prova, Covas não divulgou que recursos públicos seriam destinados aos organizadores. De acordo com a prefeitura, em 2019 o evento levou a um impacto econômico de 670 milhões de reais na capital paulista. Em nota para a imprensa, a gestão disse ainda que “o atual contrato prevê destinação de 20 milhões de reais por etapa, enquanto anteriormente, eram gastos cerca de 40 milhões de reais, em média”.

Até o ano passado a prefeitura não arcava com a contratação de empresa para a realização da prova, por um acordo firmado na gestão de Fernando Haddad (PT), em 2013. O acerto com a organização da Fórmula 1 era que a gestão investisse na infraestrutura de Interlagos. Na época, o então presidente da F1, Bernie Ecclestone, chegou a dizer que a cidade não voltaria a receber a competição caso não modernizasse o Autódromo.

A Vejinha enviou questionamentos para a prefeitura, para entender se os relatados 40 milhões anuais de gastos são referentes à manutenção do espaço e aguarda resposta.

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