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Entregadores anunciam paralisação contra aplicativos de delivery nesta quarta-feira (1°)

Entre as reivindicações estão uma taxa fixa mínima de entrega e equipamentos de proteção contra Covid-19, como máscaras e luvas

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 30 Jun 2020, 19h55 - Publicado em 30 Jun 2020, 19h48

Motoboys e entregadores organizam uma paralisação contra aplicativos de entrega como iFood e Rappi nesta quarta-feira (1º). O movimento é organizado por meio de grupos de WhatsApp e engloba profissionais de todo o país.

A pauta de reivindicações da categoria abrange a definição de uma taxa fixa mínima de entrega por quilômetro rodado, o aumento dos valores repassados aos entregadores por serviços realizados e a cobrança das empresas de uma ajuda de custo para a aquisição de equipamentos de proteção contra a Covid19, como máscaras e luvas.

Outra reclamação dos profissionais é sobre os bloqueios de motoboys nos aplicativos que, segundo eles, acontecem sem uma política de transparência definida. Alguns entregadores acusam os aplicativos de “punirem” quem se nega a realizar entregas durante a chuva ou horários específicos, por exemplo.

“Eles [os aplicativos], com essa política de bloqueio, nos obrigam a trabalhar na hora em que eles querem”, afirma Diógenes Souza, um dos líderes do movimento na cidade de São Paulo para o Estadão. “Quem se nega a fazer o serviço porque não gosta de pilotar no meio da chuva corre o risco de ficar o dia inteiro bloqueado”, diz.

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Em nota, o iFood esclarece que não adota medidas que possam prejudicar entregadores que rejeitam pedidos. “Ao rejeitar muitos pedidos, o sistema entende que o entregador não está disponível naquele momento e pausa o aplicativo, voltando a enviar pedidos, em média, 15 minutos depois.”

Os motoboys também se queixam que os aplicativos estão reduzindo gradativamente a comissão paga pelas entregas.

De acordo com a Rappi, o frete varia de acordo com o clima, dia da semana, horário, zona da entrega, distância percorrida e complexidade do pedido.”A Rappi também criou um mapa de demanda para ajudá-los a identificar as regiões com maior número de pedidos”.

“Foram surgindo grupos de WhatsApp de todos os cantos com o mesmo tema. Eu saí de um monte, porque não dou conta, mas estou em cinco deles, com uns mil motoqueiros no total”, afirmou Diógenes Souza para o Estadão. Os líderes estimam que em torno de 50% dos entregadores de São Paulo devem aderir à paralisação.

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