Cresce o número de adolescentes que não estudam e nem trabalham

Crise econômica que o país enfrenta é uma das causas dessa situação que fez a chamada geração "nem-nem" aumentar na cidade

O número de adolescentes de 15 a 17 anos que não estudam e nem trabalham cresceu 26% na cidade de São Paulo entre 2016 e 2017, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE. Essa geração é a chamada de “nem-nem”.

Em 2017, o instituto registrou 39 000 adolescentes que não estavam inseridos no mercado de trabalho e também não haviam se matriculado em nenhuma escola, faculdade, curso técnico de nível médio ou de qualificação profissional. Em 2016, o dado era menor de 31 000.

A situação é explicada, em parte, devido à crise que o país vem enfrentando nos últimos anos. O desemprego não só atinge os mais jovens, como também os trabalhadores mais velhos que gerem os lares onde esses adolescentes moram. Dessa forma, as oportunidades de estudo diminuem mais ainda.

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