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Interior será fiel da balança para decidir quem será o novo governador

Decisão de quem ocupará a cadeira dependerá do desempenho de cada candidato fora da capital

Por Clayton Freitas
7 out 2022, 06h00

Independentemente das costuras políticas que vierem a ser feitas pelos candidatos ao governo estadual para o segundo turno das eleições, no dia 30 deste mês, uma coisa é certa: nunca um governador foi eleito sem ter um bom desempenho de votos no interior do estado, que responde por 63% do eleitorado.

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Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez a “lição de casa”, já que foi o mais votado em 500 dos 645 municípios paulistas, o que lhe garantiu uma vantagem confortável na largada em relação a Fernando Haddad (PT), que ganhou em 91 delas.

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Apesar da diferença entre os dois, de 1 544 856 votos a mais para Tarcísio, especialistas dizem que uma virada ainda é possível, o que inclusive já aconteceu duas vezes em eleições no estado, em 1990 e 1998. “Eu diria que essa eleição, assim como a de presidente, está em aberto. Existe uma tendência para o Tarcísio, mas isso depende de como isso for trabalhado”, diz o cientista
político Rui Tavares Maluf.

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Tarcísio (camiseta amarela) e Haddad após votarem no primeiro turno das eleições, no dia 2 de outubro
Tarcísio (camiseta amarela) e Haddad após votarem no primeiro turno das eleições, no dia 2 de outubro (Foto de Tarcísio: Divulgação / Foto de Haddad: Diogo Zacarias/Divulgação)

Esse trabalho consiste basicamente no mapeamento das campanhas em busca do espólio dos mais de 4,2 milhões de votos obtidos por Rodrigo Garcia (PSDB) no primeiro turno. Embora o governador já tenha declarado apoio a Tarcísio, a decisão contraria parte da sigla e há dúvidas até onde ele pode influenciar votos. “A sociedade está muito polarizada e ela quer encontrar alguém que represente algum desses polos. E Rodrigo acabou ficando sem lado. Só em cidades pequenas o prefeito tem essa influência no eleitorado”, avalia o cientista político Rubens Figueiredo. Por outro lado, há dúvida de quanto a presença de Geraldo Alckmin (vice na chapa de Lula) com Haddad reverta em votos para o petista. Nesse caso o motivo é outro. “Muitos petistas acham o Alckmin intruso, e vários tucanos o consideram traidor”, diz Figueiredo. “Em política funciona muito na base das simpatias e antipatias”, completa Maluf.

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Procurada, a campanha de Tarcísio informou que o desempenho da campanha no interior mostra que há aderência ao projeto conservador e à capacidade de gestão apresentada pelo candidato. Para o segundo turno, o foco da campanha será em municípios em que há potencial de votos bolsonaristas que foram direcionados ao PSDB, além da capital.

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“A presença do presidente Bolsonaro seguirá intensa nas agendas e nas redes sociais, tal qual acontece desde o primeiro dia de campanha.”

Procurada, a campanha de Haddad declarou ainda estar se organizando para a disputa.

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