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Cirque du Soleil entra em recuperação judicial com dívidas de 1 bilhão de dólares

Empresa relata que teve as receitas zeradas com a pandemia da Covid-19

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 30 jun 2020, 18h47 - Publicado em 30 jun 2020, 18h41

O Cirque du Soleil divulgou na segunda-feira (29) que está em um programa de recuperação judicial na justiça canadense. Segundo comunicado divulgado no site da corporação, a medida veio após a pandemia da Covid-19. Segundo a CNN norte-americana, a empresa demitiu mais de 3 500 funcionários e as dívidas são estimadas em 1 bilhão de dólares.

“Nos últimos 36 anos, o Cirque du Soleil foi uma instituição altamente lucrativa e de sucesso. Entretanto, com receitas zeradas desde a interrupção de todos os nossos espetáculos em função da pandemia de coronavírus, tivemos que agir para proteger o futuro da companhia”, declarou o CEO Daniel Lamarre no texto.

44 espetáculos foram cancelados pelo mundo em março. Por meio do governo canadense, a empresa espera receber um investimento de 200 milhões de dólares e também 100 milhões para se reestruturar e não parar completamente as operações.

O Cirque du Soleil vai oferecer ativos em 20 milhões de dólares para seus patrocinadores: “o Cirque du Soleil assinou um contrato de compra com os acionistas existentes, pela o qual os patrocinadores adquiririam substancialmente todos os ativos da companhia, para uma combinação de caixa, dívida e patrimônio, e estabeleceriam dois fundos no total de 20 milhões para proporcionar alívio adicional aos impactados [os funcionários]”.

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