Cheio de estilo, Alto de Pinheiros exibe nova arquitetura

Profissionais imprimem sua maneira de enxergar a cidade e colaborar para a qualidade de vida dos moradores

Esqueça os muros altos e opacos, as grades, as portarias e guaritas tradicionais da cena paulistana. Graças a um novo movimento de arquitetos e urbanistas, morar na cidade de São Paulo está cada vez menos associado a arranha-céus e mais com a qualidade de vida dos habitantes, sem abrir mão da segurança e comodidade. Trata-se da arquitetura autoral, um estilo que já conquistou cidades do mundo todo e tem transformado bairros como Alto de Pinheiros, na zona oeste, um dos mais arborizados da capital.

Nesse modelo, arquitetos e urbanistas desenvolvem seus projetos levando em conta a personalidade e o histórico da região, ao mesmo tempo que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos moradores do Alto de Pinheiros. Os novos empreendimentos não ultrapassam oito pavimentos, como determina o novo Plano Diretor, que restringe a altura dos prédios em zonas residenciais. “A área verde privilegiada do bairro já era destaque. Mas agora a estética moderna da nova arquitetura também está em evidência”, conta a administradora Aline Silva, que mora na região há dois anos.

Em sua individualidade, o Alto de Pinheiros traz parques, praças e bosques e tem uma história quase tão antiga quanto o próprio descobrimento do Brasil: o bairro teve origem em uma aldeia indígena em 1560. “É um sossego morar no Alto de Pinheiros. Vim para ficar mais perto do Parque e do Shopping Villa-Lobos, mas acabei tendo boas surpresas desde que me mudei”, diz. Contemplar o fim de tarde na Praça Pôr do Sol é uma delas.

Para o arquiteto Gabriel Freire, integrar o empreendimento ao bairro significa abraçar tudo o que ele representa. “E vai além do verde e do sossego”, acredita. Quando o Alto de Pinheiros foi projetado, em 1925, pela Cia. City, seguiu o exemplo do Jardim América e do Pacaembu – lugares ricos em arborização, com praças, canteiros centrais nas avenidas e calçadas ajardinadas. “Hoje, a Praça Panamericana e sua rotatória no centro do bairro são exemplos do urbanismo europeu em São Paulo, mas não se pode esquecer dos bares e restaurantes, museus, supermercados, empresas, clubes e escolas que se instalaram na região. Eles ajudaram a moldar a personalidade do bairro.”

 (Idea!Zarvos/Divulgação)

Arquitetura autoral

Um dos exemplos desse novo estilo é o edifício Mirá, construído pela Idea!Zarvos com o renomado arquiteto brasileiro Isay Weinfeld. Ele assina projetos badalados, como a boate Disco e o hotel Fasano, e prima pela variedade em suas criações – institucionais, comerciais, culturais, residenciais ou de urbanismo. Entre seus trabalhos residenciais, o Mirá, no Alto de Pinheiros, chama a atenção pela elegância moderna e ousadia.

O empreendimento busca oferecer a melhor vista possível da região para cada um dos 16 apartamentos, que variam de 210 a 309 metros quadrados. A iluminação e a ventilação natural também foram privilegiadas no projeto, localizado na Rua Doutor Alberto Seabra. Olhar São Paulo de uma maneira diferente, esquecer o cinza e se surpreender com o colorido é a proposta do Mirá, sem deixar de lado a estética arrojada e autoral.

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