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Boulos aciona Justiça contra Covas após episódio com cestas básicas

Se a Justiça decidir que houve abuso de poder político, a candidatura do tucano poderá ser cassada; candidato nega qualquer irregularidade

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 27 nov 2020, 14h47 - Publicado em 27 nov 2020, 14h46

A campanha do candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) entrou nesta sexta-feira (27) com uma ação na Justiça Eleitoral contra seu adversário, Bruno Covas (PSDB). A acusação é de que Covas teria abusado de seu poder político e de autoridade em relação à distribuição de cestas básicas na Brasilândia, periferia de São Paulo, por organizações sociais ligadas à prefeitura a poucos dias da votação do segundo turno. À Vejinha, o assessor de imprensa da campanha do psolista enviou o comprovante de protocolo da ação.

Imagens gravadas em Morro Grande, que mostram um capô de carro com o número de Covas, 45, e filas de moradores à espera das cestas, viralizaram nas redes sociais. Ao fundo, ouve-se o jingle de campanha do atual prefeito. O caso ainda será analisado por um magistrado do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), que decidirá se acolhe ou não o processo.

De acordo com o UOL, Emilson Almeida da Silva, o diretor zonal do PSDB na Brasilândia, confirmou a distribuição das cestas básicas, mas disse que se tratava de uma ação social da entidade Mosobe (Movimento Social Beneficente), sem relação com a campanha de Covas. Entretanto, o diretor-secretário do Mosobe é filiado ao PSDB.

Em evento, o tucano fez discurso em sua defesa sobre o caso. Ele nega envolvimento. Confira a fala na íntegra:

“Mais de 2 milhões de cestas básicas já foram distribuídas pelo Cidade Solidária, em nenhum momento a campanha se utilizou deste tipo de distribuição. Já determinei a Controladoria [Geral do Município] que investigue o que aconteceu ali na Brasilândia, quem são os responsáveis, mas não tem nenhuma ação da campanha utilizando estes dois milhões de cestas básicas que foram distribuídas aqui na cidade de São Paulo neste momento de pandemia. Boulos divulgou o vídeo [da entrega das cestas]. O nível do debate caiu com esta atitude? Mais de 40 mil cestas foram distribuídas por entidades ligadas ao MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, ligado a Boulos]. Em nenhum momento fiz qualquer tipo de ilação que isto beneficia A, B ou C. O ônus da prova cabe a quem acusa”, afirma,

Se a Justiça de São Paulo decidir que o caso configura abuso de poder político, o registro da candidatura de Covas poderá ser cassado e o tucano ficará inelegível.

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