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Bolsonaro chama Moro de Judas

Ex-ministro depõe neste sábado (2) à Polícia Federal, em Curitiba

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 2 May 2020, 12h20 - Publicado em 2 May 2020, 12h14

O presidente Jair Bolsonaro chamou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro de Judas. A afirmação foi feita na manhã de hoje (2), na porta do Palácio da Alvorada a apoiadores.

Bolsonaro reiterou sua posição em seu perfil no Twitter, onde fez as seguintes indagações: “Os mandantes (do atentado que sofreu) estão em Brasília?” e “O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”.

O presidente também afirmou na mesma postagem que não passará por cima da Constituição Brasileira, mas não admitirá que  tomem decisões contra ele e o Brasil que desrespeitem a Carta Magna. 

Depoimento de Sergio Moro

Moro depõe aos delegados da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, neste sábado (2). Apoiadores do presidente e do ex-ministro já estão no local.

A saída de Moro do governo foi feita em uma entrevista coletiva no dia 24 de março. Em uma longa fala, ele primeiro rememorou seus feitos na pasta e depois fez acusações ao presidente, como a tentativa de interferência no trabalho da PF.

Moro acrescentou que o presidente de colher relatórios sobre o andamentos das investigações feitas.

Ao Jornal Nacional, também no dia 24, o ex-ministro apresentou prints de trocas de mensagens com o presidente. Em uma das mensagens, Bolsonara mostra envia um link de uma reportagem, que fala da investigação de deputados bolsonaristas pela PF e indica que esse seria mais um motivo para a troca da direção, ocupada então por Maurício Valeixo.

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Como resposta, Moro, diz que o inquérito é conduzido pelo ministro Alexandre Moraes no Supremo Tribunal Federal. Em entrevista publicada pela VEJA nessa semana, o ex-ministro afirma que há mais provas e que as apresentará ao STF.

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