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Confira curiosidades sobre a Avenida Paulista

tem jardim com oitenta espécies da Mata Atlântica

Por Thaís Oliveira Atualizado em 17 jul 2017, 16h09 - Publicado em 2 jun 2017, 19h11

Dos casarões antigos ao burburinho do público que aproveita a via fechada para os carros aos domingos, a trajetória e as surpresas da Paulista, nosso mais querido cartão-postal. Confira algumas curiosidades.

O Boticário – Acredite na Beleza. Esta imagem foi escolhida pelos leitores de VEJA SÃO PAULO para representar a beleza da região. Inspire-se nela e poste também suas fotos usando a hashtag #BelezaPaulista

Rodrigo Soldon/Divulgação

Refúgios verdes

Jardim do Hospital Santa Catarina, na Avenida Paulista Divulgação/Veja SP

O Parque Trianon não é o único recanto arborizado da avenida mais movimentada da capital. Determinados locais que contribuíram para formar a identidade cosmopolita da via mantêm amplos jardins e bosques em seus terrenos, alguns deles meio escondidos do público.

Casa das Rosas > O casarão convertido em centro cultural recebeu esse nome em razão do jardim florido em seu terreno
Citibank > Desde 2015 possui um jardim suspenso com mais de oitenta espécies de plantas da Mata Atlântica ameaçadas de extinção
Hospital Osvaldo Cruz > um bosque de 1 600 metros quadrados era área de lazer de imigrantes alemães no século XIX
Hospital Santa Catarina > É a segunda maior área verde da via, com 3 925 metros quadrados e mais de 180 tipos de árvore
Shopping Cidade de São Paulo > Mantém uma área verde aberta ao público na esquina com a Rua São Carlos do Pinhal

Arranha-céu pioneiro

Fachada do Edifício Anchieta, que fica na esquina da Rua da Consolação e as avenidas Paulista e Angélica Fernando Moraes/Veja SP

Muita gente nem se lembra de que o trecho entre a Avenida Angélica e a Rua da Consolação também faz parte da Avenida Paulista. Lá foi erguido o prédio pioneiro no estilo modernista que viria a marcar a paisagem da via. Inaugurado em 1941, o Edifício Anchieta mantém muitas das características do projeto original, como elevadores revestidos de mogno e uma área de serviço comum aos moradores de cada andar. Ali funcionou por 56 anos o lendário bar Riviera, reinaugurado em 2013 pelo empresário Facundo Guerra.

De banda em banda 

Duo Sax in The Beats em apresentação na Avenida Paulista Divulgação/Veja SP

Desde a abertura da via para os pedestres aos domingos, aumentou o número de artistas que transformam a Paulista em palco. Basta caminhar algumas quadras para ouvir boa música de todos os estilos, como o duo Sax in The Beats, que faz versões de clássicos pop.

Mudança radical 

Avenida Paulista no sentido Paraíso em 1902: ao fundo, o pico do Jaraguá e, à direita, a mansão dos Matarazzo Guilherme Gaensly/Veja SP

A Paulista foi a primeira via da América Latina a ser asfaltada, em 1909. Mas recebeu esse nome dezoito anos antes, ao ser inaugurada de forma oficial. A avenida de duas pistas e terrenos arborizados projetada pelo uruguaio Joaquim Eugênio de Lima logo atraiu a nobreza cafeeira e os que fizeram dinheiro com a expansão econômica na região. A partir dos anos 30, os casarões tiveram de abrir espaço para construções mais modernas e verticalizadas.

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Na década de 60 ocorreu a mudança mais expressiva, que moldou a paisagem atual. sob o comando do prefeito Faria Lima, começou a ser construída uma ligação subterrânea com a Avenida Rebouças, a Avenida Doutor Arnaldo e a Rua da Consolação. Nessa época, o espaço para circulação de veículos triplicou. De lá para cá, a avenida transformou-se em um calçadão por onde circulam cerca de 1,5 milhão de pessoas todos os dias, quantidade que seria suficiente para encher o Estádio do Morumbi por 22 partidas.

  • Sessentão moderno

    Idealizado em 1955 por um empresário argentino para funcionar como um misto de shopping e complexo hoteleiro, o Conjunto Nacional é um dos principais símbolos das transformações da Avenida Paulista. O projeto do arquiteto David Libeskind, então com 26 anos, demorou três anos para sair do papel, e sua inauguração contou com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. De passeio sofisticado ao período de decadência nos anos 80, o edifício teve uma trajetória de altos e baixos. Confira.

    1958: inauguração do edifício, localizado no número 2073 da Avenida Paulista

    Archdaily/divulgação/Veja SP

    1961: abertura do Cine Astor, o mais luxuoso da época

    Adriana Assumpção/Estadão Conteúdo

    1968: em crise, o Fasano fecha as portas e passa o ponto para a Liquigás

    Divulgação/Veja SP

    1978: grande incêndio destrói a fachada, marcando a época de decadência do imóvel

    Reprodução/Veja SP

    1992: o relógio é reformado e passa a mostrar a temperatura da cidade

    Mario Rodrigues/Veja SP

    2007:Livraria Cultura abre a maior loja de livros do país no prédio

    Bia Parreiras/Veja SP
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