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Aplicativo vende produtos usados em programas de TV

Sappos, a primeira rede social voltada para fãs de televisão, já tem 90 000 usuários na cidade

Por Silas Colombo Atualizado em 5 dez 2016, 15h24 - Publicado em 5 dez 2013, 20h21

Os dois picos de publicação do Twitter no Brasil estão ligados diretamente à grade da TV: a vitória do Corinthians no Mundial de Clubes em 2012 (4 127 mensagens por minuto) e o último capítulo da novela Avenida Brasil, da Globo (3 031). A onipresença do assunto na internet motivou a criação de uma rede social em português específica sobre televisão, chamada de Sappos, exclusiva para smartphones. Nela, o usuário recebe avisos de que o programa favorito vai começar, compartilha o que vê e comenta as atrações com seus amigos. “O Instagram virou hit reunindo quem gosta de postar fotos, apesar de o recurso existir antes no Facebook. Da mesma forma, juntamos gente que adora falar de TV”, diz o CEO Thiago Navarro, ex-diretor do site de compras coletivas Groupon, do qual também vieram seus sócios. O grupo captou cerca de 7 milhões de reais para investir na ideia.

Baseada em redes sociais internacionais como a inglesa GetGlue, a Sappos, sediada na Consolação, foi lançada oficialmente em outubro, após dois meses de testes. Já contabiliza 100 000 usuários. Há cerca de dez dias, estreou uma ferramenta, por enquanto restrita a paulistanos, pela qual é possível arrematar itens idênticos ou semelhantes aos que aparecem na cena.

 

No domingo (1º), enquanto o São Paulo jogava contra o Criciúma em Santa Catarina, a camisa do time do Morumbi era oferecida aos espectadores por 129,90 reais. A transação acontece por uma parceria com sites de vendas como Daffiti, Olook e Booking. Não há relação com as emissoras, mesmo quando os produtos são franqueados, como as bonecas dos personagens de Chiquititas, do SBT. Em outros casos, como é comum em blogs de moda, os stylists do e-commerce correm para procurar em seu portfólio aquela blusa listrada da mocinha da novela, por exemplo. A médio prazo, o objetivo é aliar-se aos canais de TV. “Pretendemos vender dados sobre os hábitos dos telespectadores”, afirma Navarro

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