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Luisa Mell compara libertação dos beagles à luta abolicionista

Desde a última quinta (17), Luisa Mell não sai das páginas dos jornais. A ex-apresentadora do TV Fama, da Rede TV!, se tornou porta-voz da invasão ao Instituto Royal, em São Roque, em que ativistas dos direitos de animais resgataram 178 cães da raça beagle, que eram usados em testes cientificas. Luisa falou à coluna […]

Por Ricky Hiraoka Atualizado em 26 fev 2017, 23h50 - Publicado em 22 out 2013, 13h42

Luisa Mell, em foto de maio de 2012: “Não sou uma vândala” (Crédito: Mario Rodrigues)

Desde a última quinta (17), Luisa Mell não sai das páginas dos jornais. A ex-apresentadora do TV Fama, da Rede TV!, se tornou porta-voz da invasão ao Instituto Royal, em São Roque, em que ativistas dos direitos de animais resgataram 178 cães da raça beagle, que eram usados em testes cientificas. Luisa falou à coluna sobre o caso.

Você se sentiu uma heroína participando da ação no Instituto Royal na última quinta?

Foi a maior emoção da minha vida. Não só pelo resgaste, mas também por provocar a reflexão na sociedade. Há quatro meses, sou blogueira e faço denúncias contra maus tratos em animais. Antes, ninguém ligava para o assunto. Agora, todas as pessoas estão debatendo isso: o taxista, a manicure e as minhas amigas frescas, que não estavam nem aí. Hoje, elas me procuram pedindo para eu ajudá-las a serem pessoas melhores. O resgate foi uma das coisas mais importantes que fiz. Eu comparo esse movimento de proteção aos animais com os abolicionistas do século XIX. Aos poucos, as pessoas vão se conscientizar e aderir à causa.

Sentiu medo em algum momento?

Não. A PM estava lá com a gente e tinha um monte de criança. Foi uma invasão familiar.

É verdade que você ficou com 125 beagles?

É mentira. Peguei alguns, não posso dizer quantos. Só afirmo que eles não estão na minha casa casa. Eles estão sendo tratados. Todos estão passando por vários exames. Eles têm umas lágrimas estranhas, tumores, sintomas que veterinários não estão acostumados a ver.

O diretor do Instituto Royal disse ao jornal Folha de S. Paulo que a ação dos ativistas atrapalhou uma pesquisa sobre câncer. Como você encarou essa declaração?

Eu sabia que em algum momento eles falariam que atrapalhamos a cura do câncer.  Tudo do Instituto Royal é estranho. Eles recebem milhões do governo para realizar testes, vendem os resultados para a indústria farmacêutica  e o brasileiro tem que comprar o remédio. Que vantagem o cidadão leva com isso? E é muito estranho não termos acesso a lista de clientes e aos testes. O que eles querem esconder? Desconfio que algumas empresas que afirmam não fazer testes em animais compram os serviços do Instituto Royal. No Brasil, não tem um órgão que fiscaliza isso.

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Muita gente critica os ativistas dizendo que há causa mais importantes para lutar…

Quem fala isso não ajuda ninguém. Eu já tirei quatro mendigos da rua e todos voltaram. Um não quis trabalhar, outro não aceitou a casa que arranjei para ele porque era longe do bar. Os animais não têm voz para se defender. Existem várias causas importantes. Quem critica o que o outro está fazendo, não faz nada.

Vocês resgataram os cães, mas deixaram os ratos. Por quê?

Mentira isso. Toda confusão começou quando soubemos que o Instituto Royal matou doze camundongos. Se tivesse achado ratos lá, teria resgatado todos. Não vi nenhum. Mas se alguém me ligar dizendo que tem, vou lá agora e pego todos. Minha compaixão é por todos os animais.

E as cobras do Butantã. Você pensa em libertá-las?

Não sou uma vândala, uma bandida. Invadimos o Instituto Royal porque estava ocorrendo um crime de maus tratos lá. Ninguém aqui é arruaceiro. Sou formada em direito e baseio meu trabalho em leis.

Tem planos de voltar para a TV?

(risos). Você acha que alguém vai me contratar? Cada vez serei mais boicotada pelas emissoras por causa dos interesses comerciais delas. Não quero ter programa. Estou pensando em mudar o mundo.

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