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Vigias, praças e parquinhos: os dilemas dos moradores dos Jardins

Presidente da AME Jardins, Daniela Seibel cobra verba da prefeitura e checa seguranças do bairro. "Descobrimos que dez tinham passagem pela polícia", diz

Por Ana Carolina Soares - Atualizado em 20 set 2019, 10h39 - Publicado em 20 set 2019, 06h00

De olho nos vigias > Presidente da associação de moradores AME Jardins, Daniela Seibel, 46, promove desde 2018 o cadastramento dos 720 vigias da região, em parceria com a polícia. Cerca de 50% já tiraram a carteirinha. Nesse processo, veio à tona o fato de que dez guardinhas tinham sido fichados por crimes como estupro e roubo. “Brinco dizendo que houve um ‘milagre do emprego’ aqui nos Jardins. Muitos pediram demissão só para não ir à delegacia. Imagine o que a gente poderia descobrir desse pessoal!”, questiona. Ela também busca patrocínio para instalar vinte câmeras que leem a placa dos veículos e, uma vez identificado envolvimento com ocorrências, acionam policiais. Cada uma custa 5 000 reais. “Segurança é fundamental”, ressalta.

Perigo no parquinho > Além disso, Daniela está no pé da prefeitura. Em dezembro, conseguiu 80 000 reais por meio de uma emenda proposta pela vereadora Janaina Lima (Novo). O dinheiro será usado para reformar a Praça Desembargador Manoel Gomes de Oliveira. “Contamos com essa quantia para emborrachar o piso do parquinho, que está um perigo para as crianças”, reclama. Segundo a assessoria de imprensa da administração municipal, o orçamento anda curto. Também já houve investimento de 710 000 reais em obras de zeladoria por lá.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 25 de setembro de 2019, edição nº 2653.

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