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Ismael Ivo, diretor do Balé da Cidade, é alvo de denúncia de assédio

Secretaria Municipal de Cultura afirma que apura o caso; em nota, defesa do coreógrafo diz que "as acusações não guardam qualquer relação com a realidade"

Por Juliene Moretti - 28 ago 2020, 03h35

O coreógrafo Ismael Ivo, 65, é alvo de denúncias de assédio moral por parte dos membros do Balé da Cidade, que dirige desde 2017 e que tem 34 bailarinos. As reclamações, feitas em dezembro e até agora sob sigilo, foram enviadas à ouvidoria do Instituto Odeon e da Fundação Theatro Municipal e estão sob investigação na Secretaria Municipal de Cultura. A Vejinha teve acesso a uma das denúncias feitas de forma oficial. Entre os relatos, frases como “Vocês não eram nada (antes de mim)”, “Justifiquem seus salários” e “Calem a boca”. “Tem uma exigência que é comum no balé, mas não chega a esse nível”, diz Joaquim Tomé, bailarino que conta ter sido demitido via WhatsApp, por “sempre questioná-lo”. Outra reclamação, de importunação sexual, foi registrada na ouvidoria no início do ano pelo produtor Gustavo Silva. Ele diz que recebia investidas, como abraços e carícias nas reuniões. “O Ismael chegou a me ligar seis vezes em uma madrugada e precisei desligar o celular”, relata Silva, já ouvido na apuração. A secretaria afirma que os fatos ainda estão sendo averiguados. “Caso seja mostrada culpa, serão aplicadas medidas disciplinares e legais.” Procurado, Ivo não deu entrevista. Seu advogado, Dinovan Oliveira, respondeu por nota. “As acusações não guardam qualquer relação com a realidade, ele tendo solicitado, inclusive, que a sua assessoria jurídica avaliasse a adoção das medidas judiciais cabíveis.”

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 2 de setembro de 2020, edição nº 2702.

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