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São Paulo nas Alturas Por Raul Juste Lores Redator-chefe de Veja São Paulo, é autor do livro "São Paulo nas Alturas", sobre a Pauliceia dos anos 50. Ex-correspondente em Pequim, Nova York, Washington e Buenos Aires, escreve sobre urbanismo e arquitetura

Edifício Rio Negro passa por retrofit de olho na eficiência energética

Os ar-condicionados individuais, que desvalorizavam a fachada, foram substituídos por um sistema central que gera economia

Por Raul Juste Lores - Atualizado em 11 Oct 2019, 15h17 - Publicado em 11 Oct 2019, 06h00

Retrofit não precisa se limitar a revestir fachadas originais interessantes com um preguiçoso espelhado preto (criando saunas que dependem de refrigeração permanente). É o que ensina a reforma do Edifício Rio Negro, na esquina da Angélica com a Paulista, em um lado B das avenidas, graças à cratera viária aberta na ditadura militar.

Edifício Rio Negro antes do “retrofit” Raul Juste Lores/Veja SP

Construído nos anos 1960, o antes acanhado prédio chama atenção com a intervenção do escritório AR Arquitetos, que tem sede ali. Os enferrujados aparelhos de ar condicionado deram lugar a um sistema central, que economiza 30% de energia. O novo vidro é laminado com uma película de controle solar. Um muro no térreo foi demolido para ampliar a calçada e abrir espaço para três lojas.

A reforma no térreo ampliou a calçada e abiu espaço para três lojas AR Arquitetos/Divulgação
Velha cara: os aparelhos de ar condicionado desvalorizavam a fachada AR Arquitetos/Divulgação

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 16 de outubro de 2019, edição nº 2656.

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