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Mulher revela síndrome que faz com que vá ao banheiro 60 vezes por dia

"Eu tinha 18 anos e estava em um festival de música quando percebi que tinha algo errado", contou a jovem de 31 anos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 5 fev 2020, 14h10 - Publicado em 7 Maio 2018, 18h30

Jenna Thompson, de 31 anos, abriu o coração sobre uma doença que a obriga a ir ao banheiro 60 vezes por dia e sofra dores fortes ao urinar: a jornalista tem síndrome da bexiga dolorosa, uma condição que só foi descoberta após inúmeras visitas aos médicos. A doença crônica, que faz com que a bexiga da jovem fique inchada, é tão dolorosa que a deixa completamente incapacitada para andar ou até de se levantar.

Eu tinha 18 anos e estava em um festival de música quando percebi que tinha algo errado. Quem sofre da síndrome sabe que os sintomas são inconfundíveis: aquele vontade urgente e desesperada de ir ao banheiro, seguida pela dor“, contou a jovem ao The Daily Mirror. “É horrível se sentir assim quando você está no conforto da sua casa, mas em um festival, quando você está dormindo em uma barraca e o único banheiro disponível é o químico… Não é o lugar ideal para sofrer“.

Em um primeiro momento, a jovem achou que sofria de infecção urinária. Então, decidiu beber muita água e tomar antibióticos. Os sintomas, no entanto, não desapareceram. “Eles ficaram ainda piores. Os médicos me deram vários tipos de remédios na esperança de encontrar o que me curaria“, contou a jovem. “No pior momento da minha doença, eu estava presa em minha própria casa, indo ao banheiro 60 vezes por dia. Toda vez que urinava, doía e ardia, mas a dor não era nada se comparava à sensação de a minha bexiga de estar inchando, uma pressão desconfortável que faz com que qualquer tarefa ordinária pareça impossível. A dor me tirava o fôlego“.

Após dois anos de viagens ao pronto-socorro, exames dolorosos e cirurgia laboratorial, Jenna finalmente foi diagnosticada com síndrome da bexiga dolorosa. A jovem, agora, quer compartilhar sua história com a doença crônica para conscientizar outras pessoas. “A única vez que eu vi alguma menção à doença na mídia foi num quadro de TV chamado Corpos Embaraçosos (que faz você se sentir muito melhor…) e um artigo em um jornal on-line que descrevia a minha doença apenas como cistite (é muito mais complicado que isso)“.

Eu sei que é importante falar sobre isso, nem que seja apenas para conscientizar uma pessoa que possa estar sofrendo, mas não sabe qual é o problema. Sei o quão difícil e frustrante isso pode ser“, contou. Jenna diz ainda que não há cura para a síndrome — o tratamento também pode ser difícil. “Algumas pessoas apostam numa dieta que evita que você coma comidas ácidas. Para outros pacientes, como eu, a comida não tem um impacto muito grande nos sintomas. Álcool, no entanto, está fora de cogitação“, contou a jovem.

Após 13 anos convivendo com a doença, Jenna optou pela solução mais radical: ela irá remover a bexiga completamente. “É uma medida extrema que, com 31 anos e idade, eu ainda não estou pronta para enfrentar. No geral, a minha condição está bem administrada. Mas eu não estou ‘curada’. Em um bom dia, eu vou de 15 a 20 vezes ao banheiro e ainda sofro muita dor. A síndrome também afeta o meu sono, já que eu acordo diversas vezes por noite para ir ao banheiro“.

Apesar de ser difícil, eu tento me manter positiva. Essa foi a carta que eu tirei e eu preciso fazer o melhor que eu puder com ela — há tantas pessoas no mundo que estão piores do que eu. Graças ao apoio de muitas pessoas, eu tenho uma vida bastante normal. Eu tenho um emprego que eu amo muito, eu adoro viajar, tenho um namorado, familiares e amigos incríveis“, finalizou a jovem.

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