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“Minhas Queridas”: dramaturgia restringe conflitos de Clarice Lispector

As atrizes Marilene Grama e Simone Evaristo interpretam a escritora em montagem que recupera o período vivido fora do Brasil

Por Dirceu Alves Jr. Atualizado em 17 jan 2020, 09h04 - Publicado em 17 jan 2020, 08h04

No ano do centenário de Clarice Lispector (1920-1977), o drama Minhas Queridas dá a largada para as comemorações. As atrizes Marilene Grama e Simone Evaristo se apoiam na dramaturgia construída pela diretora Stella Tobar para protagonizar um recorte da vida da autora de Perto do Coração Selvagem, dos 24 aos 40 anos. No período, Clarice viveu em diversos países acompanhando o marido, Maury Gurgel Valente, que era diplomata, e trocou correspondências com as duas irmãs, Elisa e Tania.

O enfoque é original, curioso e foge das óbvias costuras de fundir a produção ficcional e a personalidade da escritora. Porém, essa também é a cilada em que cai a montagem. A abordagem fica restrita a um conflito excessivamente classe média, de uma mulher insatisfeita com a rotina e perturbada pelo tédio doméstico, e pouco explora as influências dessa fase em sua obra. Marilene e Simone se dividem na pele de Clarice e brilham em momentos pontuais (60min). 14 anos. Estreou em 9/1/2020.

+ Auditório do Sesc Pinheiros. Rua Paes Leme, 195, Pinheiros. Quinta a sábado, 20h30. R$ 30,00. Até 8 de fevereiro.

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