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We Are Who We Are, da HBO, é a série certa na hora certa

Ambientada quatro anos, durante a disputa pela presidência dos Estados Unidos, a história é sobre adolescentes de uma geração de identidade fluida

Por Miguel Barbieri 5 nov 2020, 09h56

Com criação e direção do italiano Luca Guadagnino, We Are Who We Are tem uma condução desacelerada, como se o tempo fosse um companheiro inseparável dos personagens. Guadagnino, que ficou mundialmente famoso pelo sucesso do filme Me Chame pelo Seu Nome, não quer agradar a grandes públicos. Com um ritmo próprio, detalhista e autoral, o realizador é bem-sucedido numa série de pedigree europeu, mais especificamente da Itália, porém com a maioria dos tipos genuinamente americanos.

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A ação se passa quatro anos atrás, durante a disputa pela Presidência dos Estados Unidos entre Donald Trump e Hillary Clinton. Ainda sob o governo do democrata Barack Obama, a comandante Sara Wilson (Chloë Sevigny) chega a uma base militar americana na região do Vêneto. De Nova York, ela traz a esposa (papel da brasileira Alice Braga) e o filho, Fraser (Jack Dylan Grazer). Ele é protagonista. De unhas pintadas, cabelos descoloridos e roupas estilosas, esse adolescente atravessa um período de transição. Nunca beijou e não sabe se gosta de meninos ou meninas. Fraser não é bem recebido pela turma de jovens, seja pela timidez , seja pelo jeito extravagante de se vestir. Quem nota sua presença, talvez por encontrar nele as mesmas inseguranças e insatisfações, é Caitlin (Jordan Kristine Seamón), a caçula da família vizinha. A mãe dela nasceu na África e o pai, militar, não digere bem a relação lésbica de sua chefe.
É curioso que os dois primeiros episódios não são bons cartões de visita. A abertura é dedicada a apresentar os personagens principais e os coadjuvantes que os orbitam, sob o ponto de vista de Fraser. O segundo capítulo ganha o ângulo de Caitlin. A partir do terceiro, We Are Who We Are decola e tem grandes momentos, como a festa de casamento de um jovem soldado que está prestes a embarcar para o Afeganistão. Guadagnino está focado nos desejos e frustrações dos adolescentes de gênero fluido, algo que a excepcional atuação de Jack Dylan Grazer (o garoto de Sazham!) traduz muito bem. Ainda sob reflexão, há os conturbados relacionamentos, sejam entre héteros, sejam homoafetivos, a descoberta da sexualidade e o fundamentalismo islâmico. São temas oportunos, a ser mais bem resolvidos numa próxima segunda temporada. HBO GO ou procure no NOW por Programas de TV e HBO.

 

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