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Para ver em casa: sete documentários com chances no Oscar 2020

Entre eles estão Apollo 11 e One Child Nation, que podem ser vistos no NOW e na Amazon Prime Video. Há filmes também disponíveis na Netflix

Por Miguel Barbieri - 9 Jan 2020, 15h07

Na segunda (13, será divulgada a lista com os indicados ao Oscar 2020. É um momento muito esperado pelo cinéfilos e por todas as pessoas que trabalham na indústria do cinema. Em algumas categorias, o Oscar faz uma pré-seleção. Uma delas é a de melhor documentário. Neste ano, quinze produções disputam as cinco vagas.

O que pouca gente sabe é que sete destes documentários já podem ser vistos nas plataformas digitais. O mais comentado deles, pelo menos aqui em terras brasileiras, é Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa – recomendo que você leia o que a atriz Ana Cecília Costa escreveu a respeito dele no meu blog (clique aqui).

Mas há outros seis filmes igualmente interessantes. Os meus preferidos? Indústria Americana, da Netflix, e One Child Nation, da Amazon Prime Video. Acho, inclusive, que ambos estarão entre os finalistas, junto de For Sama, Apollo 11 e Honeyland. E você?

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Em 2008, a General Motors fechou uma fábrica de carros em Dayton, Ohio, deixando centenas de desempregados. Seis anos depois, Cao Dewang, um bilionário chinês, comprou o espaço para abrir uma filial americana de sua Fuyao, especializada em vidros automotivos. Vários ex-funcionários ganharam seu trabalho de volta e a empresa trouxe da China outros tantos especialistas. Minuciosamente e adentrando reuniões sigilosas com a câmera, a dupla de diretores Steven Bognar e Julia Reichert disseca os problemas que surgiram a partir daí em Indústria Americana. Os contrastes sociais e culturais entre China e Estados Unidos são trazidos à tona. Além disso, causa rusgas a recusa do patrão a que seus empregados sejam sindicalizados. Em meio a prós e contras, gente comum expõe sua vida e queixas sem restrições. Netflix.
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São estarrecedoras as histórias de One Child Nation. Em 1979, a China estabeleceu a política do filho único com vistas a reduzir seu crescimento populacional. A diretora Nanfu Wang, que emigrou para os Estados Unidos, onde foi mãe de um bebê, volta ao vilarejo natal para contar as tragédias de sua família e, consequentemente, os efeitos da lei sobre a população — por incrível que pareça, muitos idosos ainda são favoráveis a ela. Surgem, então, casos de abortos feitos em mulheres grávidas de oito ou nove meses, esterilização à força e em massa, recém-nascidos abandonados nas ruas, traficantes de crianças e outras atrocidades. Amazon Prime Video.
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Em 16 de julho de 1969, a missão Apollo 11 levou Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins à Lua — os dois primeiros pisaram em solo lunar cinco dias depois. O grande mérito de Apollo 11 é reconstituir esse marco histórico com registros da época, em sua maioria descobertos recentemente na Nasa. As imagens são fascinantes e restauradas com capricho ímpar. Passados cinquenta anos, o documentário tem frescor de novidade, como se a chegada do homem à Lua fosse transmitida hoje numa TV de alta definição. Não há entrevistas novas nem lembranças dos envolvidos no projeto. Apenas uma edição magnífica de imagens, sons e diálogos de uma façanha inédita. NOW e outras plataformas digitais.
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Privacidade Hackeada relembra com riqueza de detalhes (e desnecessária longa duração) o caso da Cambridge Analytica. A empresa inglesa de comunicação e análise de dados foi acusada de impulsionar a candidatura de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos usando informações de milhões de usuários do Facebook. O escândalo atingiu proporções gigantescas e envolveu a Cambridge numa campanha a favor do Brexit, visando à saída do Reino Unido da União Europeia. Três figuras são centrais no documentário: o professor David Carroll, a jornalista inglesa Carole Cadwalladr e Brittany Kaiser, uma das diretoras da empresa — que, quando a bomba estourou, decidiu revelar na Justiça os mais escusos trabalhos. O filme também cita outros países em que a Cambridge teria atuado e faz menção à campanha de Bolsonaro. Netflix.
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Alexandria Ocasio-Cortez tem origem latina e indígena, em suas próprias palavras. Garçonete e sem curso superior, ela decidiu, em 2018, ingressar na política e concorrer ao cargo de deputada pelos distritos do Bronx e do Queens, em Nova York. Seu adversário era o também democrata Joe Crowley, que ocupava o mesmo cargo desde 1999. Virando a Mesa do Poder traz ainda exemplos de mulheres de Nevada e de West Virginia que, empenhadas em governar para o povo, quiseram dar diversidade ao Congresso americano e, assim, tirar de lá as raposas velhas. O documentário, claro, explora melhor o caso da nova-iorquina e, com a campanha empolgante dela, não deixa de ter um desfecho comovente. Netflix.
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Dirigido pelo russo Victor Kossakovsky, Aquarela é um documentário atípico entre registros realistas e convencionais. Trata-se de um filme sobre a… água (!). Isso mesmo. Começa de forma impactante com um carro que cai num buraco de um lago congelado, na Rússia, e os esforços de um grupo de homens para resgatá-lo. A partir daí, o longa-metragem adentra mares revoltos, imensas quedas-d’água, vilarejos alagados, uma cidade tomada por temporal arrasador. As filmagens na Groenlândia, Flórida, Venezuela e Sibéria mostram o esforço da produção de um trabalho nada informativo, porém de beleza artística única. NOW e outras plataformas digitais.

Aquarela: um belo documentário russo sobre a água Divulgação/Divulgação

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