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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

A história da Vila dos Ingleses, no centro da cidade

Antigo local de residência dos engenheiros que trabalharam na construção da Estação da Luz, o espaço recebe evento cultural até domingo (11)

Por Carolina Moraes 9 mar 2018, 06h00

Com programação até este domingo (11), o projeto Heineken Block promove shows e intervenções artísticas gratuitas na chamada Vila dos Ingleses, uma via de 70 metros localizada na Rua Mauá, no centro. A área surgiu no começo da década de 10 para ser o jardim do palacete da marquesa de Itu e se consolidou nos anos seguintes como residência dos engenheiros britânicos responsáveis por erguer a Estação da Luz.

A arquitetura vitoriana ainda preservada das 28 unidades e sua importância histórica no desenvolvimento da cidade levaram o espaço a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e em 2015 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

Mas nem sempre o conjunto recebeu olhares atentos, oscilando entre períodos de atividades intensas e de abandono. A partir de 1946, com o fim da São Paulo Railway, uma das empresas que comandaram a construção da Estação da Luz, a Vila dos Ingleses atravessou um período de forte declínio e se tornou um cortiço nos anos 50. Apenas algumas décadas depois, em 1980, as casas passaram por uma revitalização e, a partir daí, entraram para o grupo das mais importantes construções paulistanas.

A transição para o perfil comercial ocorreu nessa época pelas mãos de Pierre Moreau, bisneto do fundador da vila. Escritórios de arquitetura e design foram instalados ali, mas as casas preservam até hoje os tijolos aparentes, os janelões de vidro e os telhados de inclinação acentuada.

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