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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Os maus exemplos do Sujismundo

O personagem criado para uma campanha do governo caiu no gosto popular

Por Roosevelt Garcia - Atualizado em 26 jan 2018, 17h57 - Publicado em 26 jan 2018, 17h47

Na década de 70, campanhas ufanistas do governo militar tentavam passar a ideia de que o país vivia um milagre econômico e era o país do futuro. Campanhas como “Brasil, ame-o ou deixe-o” e “Este é um país que vai pra frente” ficaram na memória de quem viveu aquela época, principalmente das crianças, que ouviam as frases constantemente na escola.

Uma dessas campanhas usou um personagem em animação que se tornaria uma das boas lembranças daquela época, o porcalhão Sujismundo, criado por Ruy Perotti, o mesmo responsável por memoráveis campanhas publicitárias animadas daqueles dias, como o japonês Urashima Taro, do comercial da Varig.

A campanha do Governo Federal  “Povo limpo é povo desenvolvido” foi criada em 1972 para melhorar os hábitos de higiene e limpeza do povo brasileiro. Sujismundo foi o protagonista de quatro desenhos animados de curta duração, levados ao ar em todas as emissoras de TV e também exibido antes das atrações principais nos cinemas.

Primeiras animações do Sujismundo, de 1972

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O sucesso foi tanto que no ano seguinte, mais animações foram feitas, agora incluindo novos personagens, como o Sujismundinho, o filho que aprende os bons hábitos de limpeza, e o Doutor Prevenildo, que dá um tom didático à campanha.

Os personagens foram usados em cartazes e folhetos e os desenhos foram reprisados até 1978, quando a campanha foi encerrada. Mas é difícil encontrar alguém que foi criança nos anos 70 e não se lembre do Sujismundo, mesmo sem ter na memória exatamente qual era a intenção dele.

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Desenhos animados do Sujismundo de 1973

 

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