Dez curiosidades sobre o sorvete Chicabon

Um pouco da história do picolé mais conhecido do Brasil

Antes de se chamar Kibon, a conhecida marca de sorvetes era a Sorvex-Kibon, empresa pertencente à multinacional americana U.S. Harkson, que se estabeleceu no Brasil vinda da China. Lá, a empresa fabricava um sorvete de leite, açúcar, chocolate e malte, uma fórmula exclusiva, que faria muito sucesso em nossas terras a partir de 1942, ano em que foi lançado. Era o Chicabon. Conheça dez curiosidades sobre o sorvete mais famoso do Brasil.

 

  • O Chica-bon (assim mesmo, com hífen) foi o segundo produto lançado pela U.S. Harkson do Brasil, depois Sorvex Kibon, assim que se estabeleceu no Rio de Janeiro, em plena Segunda Guerra Mundial. O primeiro foi o Eski-bon. Ambos continuam sendo fabricados até hoje, 75 anos depois. A fórmula foi um pouco alterada em relação ao produto original chinês, pois os brasileiros gostam das coisas mais açucaradas.

 

  • A origem do nome Chica-bon tem duas versões. A primeira, diz que o nome é uma homenagem a todas as mulatas do Rio de Janeiro (onde a fábrica se instalou em 1942), chamadas Francisca. A outra versão, diz que o dono da U.S. Harkson, John Kent Lutey, batizou o sorvete por causa de uma mulata do morro da Mangueira chamada Francisca (Chica), por quem ele estava apaixonado.

 

  • A única propaganda que o Chica-bon tinha nos anos 40 era um cartaz com a modelo Eleonora Mia Adela Fuchs, com os dizeres “sorvete formidável”. A modelo recebeu diversas críticas por estar na foto usando uma frente-única, e abandonou a carreira logo depois pra se casar. Mesmo assim, ela ficou conhecida a vida toda por “Miss Chicabon”, mesmo sendo loira e de origem alemã.

    Primeiro cartaz do Chicabon e outro cartaz com a linha de sorvetes nos primeiros anos da Kibon

    Primeiro cartaz do Chicabon e outro cartaz com a linha de sorvetes nos primeiros anos da Kibon (Kibon/Divulgação)

 

  • Já no final da década de 40, a alta demanda por Chica-bons em São Paulo fez a Kibon criar uma fábrica em terras paulistanas, no bairro do Brooklin, onde permaneceu até 2005.

 

  • A marca perdeu o hífen nos anos 70, passando de Chica-bon para Chicabon. Apesar do nome ser escrito assim quando mencionamos a marca, nas embalagens ele sempre foi separado, só perdeu o hífen.

    Evolução das embalagens do Chicabon

    Evolução das embalagens do Chicabon (Kibon/Divulgação)

 

  • O dramaturgo Nelson Rodrigues imortalizou o Chicabon por duas vezes em seus textos. Ele disse “é preciso alma até para chupar um Chicabon” e “sem sorte não se chupa nem um Chicabon. Você pode engasgar com o palito ou ser atropelado pela carrocinha”. Ambos os trechos foram publicados no livro “A Pátria de Chuteiras”.

 

  • Desde 2002, o Chicabon é fabricado exclusivamente na unidade da Kibon de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e segue para São Paulo (o maior mercado do Brasil) em carretas refrigeradas a -25 graus centígrados. Cada carreta leva 336 000 unidades do Chicabon, suficientes para abastecer a cidade por apenas uma semana.

 

  • A fórmula do Chicabon, apesar de ter sido basicamente sempre a mesma, teve pequenas modificações ao longo dos anos, o que alterou um pouco o sabor, segundo os consumidores.

    Embalagens comemorativas lançadas em 2007

    Embalagens comemorativas lançadas em 2007 (Kibon/Divulgação)

 

  • Em 2007, pelo aniversário de 65 anos do sorvete, a Kibon ressuscitou a fórmula original e lançou diversas embalagens comemorativas do Chicabon, uma delas inclusive trazendo a reprodução do cartaz dos anos 40 como imagem histórica. Isso provocou uma disputa jurídica entre a Unilever e a ex-modelo Eleonora Fuchs.

 

  • Além do Chicabon em formato tradicional, hoje em dia é possível encontrar os mini-Chicabons, que são uma caixa com pequenos bombons de Chicabon cobertos com chocolate ao leite, e também o Chicabon de pote de 2 litros.

    O Chicabon é encontrado em diversos formatos hoje em dia

    O Chicabon é encontrado em diversos formatos hoje em dia (Kibon/Divulgação)

 

 

 

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