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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Dez bancos que não existem mais

Saiba o que aconteceu com algumas das maiores instituições financeiras das décadas de 70 e 80

Por Roosevelt Garcia 11 mar 2017, 11h45

Em tempos de liberação do saque do FGTS inativo, vamos aproveitar para relembrar dez instituições financeiras que deixaram de existir nas últimas décadas. Algumas foram fechadas por intervenção federal, outras faliram ou acabaram adquiridas por grupos internacionais – fato é que a maioria dos grandes bancos brasileiros das décadas de 70 e 80 não existe mais.

Comind

O Banco do Comércio e Indústria de São Paulo foi fundado em 1889 e, em 1985, era o quinto maior banco brasileiro, com 17 000 funcionários. Era um dos maiores anunciantes entre os bancos e tinha como símbolo o cachorro Snoopy. Naquele mesmo ano, sofreu uma intervenção federal e foi fechado.

Nacional

O “banco que está ao seu lado” era o principal patrocinador do piloto Ayrton Senna em sua carreira na Fórmula 1 e foi o primeiro anunciante do Jornal Nacional, na época do lançamento do programa, em 1969. O banco foi liquidado em 1995, depois de passar anos em dificuldades financeiras.

Banespa

Fundado em 1909 e transformado em instituição estadual em 1927, o Banespa era responsável principalmente pelo financiamento para a cultura do café. Em 2000, foi vendido ao grupo espanhol Santander, que por um tempo ficou conhecido como Santander Banespa. Hoje em dia, porém, a marca Banespa foi descartada.

Auxiliar

O banco pertencia à mesma família que controlava a CICA (Companhia Industrial de Conservas Alimentícias) e era o mais avançado em termos de tecnologia dos anos 80. Ele foi liquidado em 1985, junto com o Comind, e seus ativos acabaram distribuídos entre diversos bancos.

Bandeirantes

O Bandeirantes surgiu em 1971 a partir do Banco da Lavoura de Minas Gerais. Com sede na Rua Boa Vista, em São Paulo, foi comprado em 1998 pelo banco português Caixa Geral de Depósitos, mas continuou com o nome original para seus correntistas. Em 2000, foi comprado e incorporado pelo Unibanco.

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Real

Assim como o Banco Bandeirantes, o Real também surgiu do Banco da Lavoura de Minas Gerais, em 1971. Em 1998 foi comprado pelo grupo holandês ABN AMRO, depois adquirido pelo Santander.

Sudameris

As origens do Sudameris remontam a 1900, com o nome de Banco Commerciale Italiano de São Paulo. Depois de mudar de nome e de sede algumas vezes, o Sudameris foi comprado pelo grupo holandês ABN AMRO em 2003, quando ocupava o posto de nono maior banco do país.

Banco América do Sul

Fundado por imigrantes japoneses nos anos 40, o banco América do Sul nunca foi muito grande. A instituição acabou comprada pelo Sudameris em 1998, mas o Sudameris se arrependeu amargamente da compra, visto que muitos clientes do banco adquirido não eram ativos.

Haspa

A caderneta de poupança Haspa era de propriedade do ex-ministro Delfim Neto e foi um dos maiores bancos de poupança do Brasil. A instituição foi liquidada em 1983 e, até hoje, tem gente querendo reaver o dinheiro que investiu em capitalização.

BGC

O Banco Geral do Comércio fazia parte do grupo Camargo Corrêa e funcionou até 1977, quando foi comprado e incorporado pelo espanhol Santander.

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