Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês
Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Cinema de rua na Avenida Paulista completa 50 anos

Batizado em 2005 como Reserva Cultural, o espaço passou por altos e baixos desde a inauguração

Por Miguel Barbieri 9 jun 2017, 18h05

“Na avenida mais chic da metrópole que mais cresce no mundo… Inaugurando o mais moderno cinema da Pauliceia.” Assim era o anúncio publicado nos jornais a respeito da inauguração do Cine Gazetinha, em 23 de maio de 1967. Aberta no dia seguinte, a sala na Paulista 900 exibiu o premiado romance francês Um Homem, uma Mulher, de Claude Lelouch. As filas eram grandes e notadas também em posteriores sucessos de público, como A Primeira Noite de um Homem e Os Embalos de Sábado à Noite.

O prédio da Fundação Cásper Líbero já tinha um cinema de êxito, o Gazeta (hoje o teatro de mesmo nome), aberto em 1966, e concluiria o trio com o Gazetão (desativado), em 1970. Mas a abertura de complexos de cinema em shoppings começou a dar um melancólico desfecho às salas de rua na década de 80. Mesmo projetando o blockbuster Star Wars: Episódio I — A Ameaça Fantasma, em 1999, o Gazetinha não resistiu à concorrência e deu seu último suspiro naquele mesmo ano. Ficou com as portas fechadas até junho de 2005, quando o empresário francês Jean-Thomas Bernardini decidiu reabrir o espaço.

Com quatro salas, restaurante, boulangerie e livraria, o Reserva Cultural, novo nome do antigo Gazetinha, mantém uma programação voltada para filmes europeus, latinoamericanos, asiáticos e nacionais. “A ideia de unir o conforto dos multiplex com uma programação de longas-metragens cult deu certo”, comemora Bernardini.

Reserva Cultural
O Reserva Cultural hoje Divulgação
  • Publicidade