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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

A alegria da velocidade da F1 nos domingos pela manhã

As corridas faziam muita gente acordar cedo em pleno fim de semana

Por Roosevelt Garcia - 5 fev 2018, 16h35

O país do futebol se transformava nas décadas passadas pelo menos uma ou duas vezes por mês. Graças a uma boa safra de pilotos brasileiros na Fórmula 1 desde os anos 70, a gente se acostumou a acompanhar as corridas ao redor do mundo e, por conta do fuso horário, muitas delas aconteciam nas primeiras horas do domingo. Hoje em dia ainda existem muitos fãs do automobilismo que acompanham as corridas, mas acho que todo mundo concorda: era muito mais emocionante antes.

Emerson Fittipaldi nos anos 70 Reprodução/Veja SP

Foi em 1970 que Emerson Fittipaldi estreou na categoria, vindo de uma passagem meteórica e vencedora nas fórmulas Ford e 3. Já em sua primeira corrida pela Lotus, ele saiu das últimas posições e terminou a corrida em oitavo, já demonstrando grande talento. Dois anos depois, em 1972, ele já era campeão mundial, e sagrou-se bi-campeão em 1974.

Reprodução/Veja SP

Contemporâneo ao Emerson, José Carlos Pace foi o ídolo de muitos, e é lembrado sempre por sua competência e companheirismo. Apesar de nunca ter sido campeão da Fórmula 1, ele venceu o Grande Prêmio do Brasil de 1975, trazendo Emerson Fittipaldi em segundo lugar, uma corrida memorável para ambos. Hoje, o Autódromo de Interlagos chama-se oficialmente Autódromo José Carlos Pace.

Dobradinha brasileira no GP Brasil de 1975

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Mas a torcida não se apegava apenas aos pilotos brasileiros. O espetáculo da Fórmula 1 nos anos 70 revelava nomes como austríaco Nikki Lauda, o argentino Carlos Reutemann, o sul-africano Jody Scheckter e o canadense Gilles Villeneuve, entre tantos outros, que faziam de cada corrida uma emoção indescritível.

A geração seguinte de pilotos brasileiros veio com Nelson Piquet e o eterno Ayrton Senna. Ambos tinham estilos distintos. Piquet sempre foi muito mais técnico, uma máquina de correr que lhe rendeu três campeonatos mundiais na Fórmula 1, em 1981, 83 e 87.

Nelson Piquet nos anos 80 Reprodução/Veja SP

Senna era mais coração, apaixonado pelo automobilismo e pelo Brasil, o que o tornou um ídolo absoluto no país. Suas corridas eram garantia de emoção, principalmente se estivesse chovendo. Sua ousadia em pista molhada rendeu os melhores momentos da história da Fórmula 1 mundial. Senna também foi campeão mundial por três vezes, 1988, 90 e 91. Seus duelos com Nigel Mansell e Alain Prost são memoráveis.

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Ayrton Senna e sua McLaren Reprodução/Veja SP

Ayrton Senna naquela que é considerada a melhor volta de todos os tempos na F1. Ele ganha cinco posições depois da largada, debaixo de chuva.

Desde a morte de Senna em 1994, muitas pessoas deixaram de acompanhar as corridas regularmente. As contínuas evoluções tecnológicas dos carros, que deixaram as corridas mais mecânicas e menos emocionais,  e a falta de bons resultados dos pilotos brasileiros, tiraram um pouco aquela vontade de acordar cedo em pleno domingão e ver um grande espetáculo.

 

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