“Relaxar é mais do que tomar uma cerveja”

Ex-workaholic assumido, Bryan E. Robinson conta quais são os cinco padrões de pensamento que impedem o relaxamento

UM MUNDO DE WORKAHOLICS A linguagem da cultura de trabalho global reflete a aceleração generalizada. Os ambientes corporativos são de turbulência, doença e desgaste. Nos Estados Unidos, um estudo relatou que 40% dos americanos se consideram workaholics modernos. esses resultados também têm implicações no Brasil. As estatísticas mostram um aumento no número de funcionários que relutam em tirar dias de folga quando estão doentes por medo de represálias.

PREÇO MUITO ALTO A grande questão é: por que a produtividade custa a saúde e o bem-estar? Eles não são excludentes. Por que as condições de trabalho não estão mudando para melhor?

BUSCA DE EQUILÍBRIO Boa saúde e felicidade dependem do equilíbrio adequado entre a vida profissional e a privada. Quando devemos fazer mais em menos tempo e com menos recursos, esse objetivo pode parecer impossível. ficamos até tarde no escritório, em vez de estar em casa com nossa família. Sob pressão constante, o trabalho se torna a força dominante em nossa vida.

RELAXAR É UM TRABALHO INTERNO Há um mal-entendido sobre o que realmente significa relaxar. Quando muitas pessoas dizem que planejam relaxar, pensam em sentar-se com uma cerveja e assistir ao jogo. Ou deitar-se à beira da piscina ou exercitar-se. Tudo isso é ótimo, mas o ato de fazer não é o ingrediente secreto. O significado real de relaxar está numa maneira de estar presente no mundo enquanto se faz isso. Você pode correr e ainda se preocupar com o futuro ou se arrepender do passado. isso não é relaxar.

TUDO ESTÁ GUARDADO NA MENTE Relaxar é mais do que apenas acalmar seu corpo. É sobre acalmar sua mente. Você se coloca intencionalmente no momento presente, consciente de para onde sua mente vai, sem nenhum tipo de julgamento. Você intencionalmente presta atenção no que quer que esteja envolvido. É a consciência do momento presente que o deixa relaxado quando você está aspirando a casa, assistindo ao jogo ou correndo.

PADRÕES DE PENSAMENTO QUE IMPEDEM O RELAXAMENTO

1. Raiva e hostilidade. comece a prestar atenção na frequência com que difama as pessoas, personaliza demais as situações ou se torna vítima das circunstâncias, reagindo a situações que podem ser simplesmente eventos aleatórios.

2. Pessimismo. A tendência de olhar para o lado negativo da vida dificulta a resiliência. Observar a oportunidade na dificuldade tem o potencial de ajudar no manejo do stress.

3. Ruminação. Se você refaz as preocupações repetidamente em sua mente, o stress permanece no seu corpo muito tempo depois que o motivo termina sob a forma de frequência cardíaca elevada, pressão alta prolongada e níveis aumentados de cortisol.

4. Supressão do pensamento. em vez de evitar pensamentos negativos ou desagradáveis, preste atenção sem reagir a eles por meio da meditação da atenção plena e traga sua mente para o momento presente. Você pode ter uma visão desapaixonada e panorâmica observando pensamentos desagradáveis com curiosidade.

5. Mente desviando-se. Se sua mente foge do foco, você fica mais estressado e infeliz do que quando você permanece aqui e agora.

O QUE FAZER Desligue o seu trabalho e ligue a sua vida. desacelere. Até a via expressa tem um limite de velocidade. Gerencie sua programação em vez de deixar que ela o gerencie. Não exija de você mesmo fazer tudo. Aprenda a pedir ajuda quando precisar. defina limites. Pare de se tornar acessível às tarefas 24 horas por dia e evite trabalhar durante momentos pessoais com a família e os amigos.

Bryan E. Robinson: autor de ‘Desligue Seu Trabalho e Ligue Sua Vida’

Bryan E. Robinson: autor de ‘Desligue Seu Trabalho e Ligue Sua Vida’ (Jon Michael Riley/Divulgação)

Bryan E. Robinson, PH.D., é psicoterapeuta e professor emérito da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Ex-workaholic assumido, escreve o blog The Right Mindset e lançou mais de trinta livros, entre eles Desligue o Seu Trabalho e Ligue a Sua Vida, pela editora HarperCollins.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 18 de março de 2020, edição nº 2678.

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