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Cidade das Crianças Por Blog Os melhores programas para crianças e família espalhados por São Paulo. Por Maria Alice Prado (maria.alice@abril.com.br)

Briga entre irmãos? Seis dicas para lidar com essa chatice

Quem me conhece sabe que eu sou contra ficar romantizando a materni/paternidade. Acho que não ajuda a ninguém ficar fingindo que nossos filhos não fazem birra ou que a gente está sempre linda e sorridente ao cuidar deles. Então, sou a favor de falar a real. E, no momento, o principal “pepino” aqui em casa […]

Por Rosana Zakabi Atualizado em 26 fev 2017, 10h51 - Publicado em 11 ago 2016, 21h20
(Foto: Flickr/flodllama)

(Foto: Flickr/flodllama)

Quem me conhece sabe que eu sou contra ficar romantizando a materni/paternidade. Acho que não ajuda a ninguém ficar fingindo que nossos filhos não fazem birra ou que a gente está sempre linda e sorridente ao cuidar deles.

Então, sou a favor de falar a real. E, no momento, o principal “pepino” aqui em casa é briga entre irmãos. Meus filhos andam se desententendo muito e por qualquer coisinha – seja para ver quem vai apertar o botão do elevador ou para disputar a mesma canetinha.

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Se eu tenho a fórmula mágica para evitar brigas de irmão? Claro que não. E acho que quem disser que tem está agindo de má fé, pra dizer o mínimo.

Mas nessa jornada de apartar os dois, tenho observado algumas coisas que dão certo – e outras que dão bem errado. Hoje, vou focar no positivo e listar aqui o que funciona em casa na maioria das vezes.

  • Não seja o juiz
    Acho que vale muito a pena tentar não tomar partido, mesmo quando há claramente um “culpado”. Para mim, brigar com o irmão é como um treino para o futuro, para as crianças irem aprendendo a lidar sozinhas com situações adversas e com pessoas que pensam diferente. Acho (e espero) que esse treino seja útil para eles lidarem, no futuro, com o chefe mala, com o namorado que tem outra opinião e por aí vai.
  • Tente promover a empatia
    É claro que nem sempre dá para ser a mãe ou o pai “isentão”. Quando tentar não ser o juiz não funciona, eu tento a estratégia de tentar fazer cada um se colocar no lugar do outro. Por exemplo: “João, como você se sentiria se a Maria tivesse pegado sua tesoura sem pedir?”
  • Assuma o papel de conciliador
    Se as crianças não estiverem se entendendo mesmo, acho que vale tentar uma dar uma mãozinha e ajudá-los a pensar numa solução – sozinhos. Algo do tipo: “Julia, como você acha que seria um bom jeito de resolver esse problema? E você, Gabriel, tem alguma ideia?” Criança sempre tem uma ideia, ou várias.
  • Não compare os irmãos
    Essa dica acho que vale para tudo, né? É claro que eu já caí em tentação e comparei os dois. Mas garanto que em nenhuma delas saiu algo positivo. Comparar com amiguinhos ou com fases anteriores deles também acho que não rola. Se eu disser para minha filha, por exemplo, “Nossa, você está brigando por causa disso? Parece nenê!”… só vai piorar a situação, certeza!
  • Crie ‘técnicas’ para eles se acalmarem
    Aqui em casa, minha filha costuma se acalmar usando o que chamamos de “Cheira a flor e assopra a vela”. É um jeito de ela respirar mais devagar e ir desacelerando, especialmente quando está chorando. Funciona sempre? Não, minha gente, infelizmente. Mas algumas vezes rola e isso já é lucro! Já para o meu filho funciona melhor quando conversamos sobre o que está acontecendo e damos um abraço apertado.
  • Tire o foco da briga
    E, finalmente, temos aquela situação em que nada funciona. Nenhum truque. Zero. Nessas horas, eu tento chamar a atenção para outra coisa, geralmente com uma expressão de surpresa da minha parte. “Gente!! Vocês não sabem??!?!” E em cinco segundos, quando prendi a atenção deles, tento lembrar de alguma novidade surpreendente – ou alguma curiosidade sobre animais. A frase que costuma ser infalível é: “Acabei de lembrar uma história de quando eu tinha oito anos! Quem quer ouvir?” Eles, geralmente, querem tanto ouvir que esquecem que estavam brigando. Geralmente 😉

E aí, seus filhos também brigam? Quer compartilhar dicas de como lidar com isso?

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