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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Lina Bo Bardi será homenageada com o Leão de Ouro da Bienal de Veneza

Prêmio mais importante da arquitetura será conferido postumamente à profissional ítalo-brasileira pelo conjunto de sua obra em maio deste ano

Por Redação VEJA São Paulo 8 mar 2021, 14h11

Prêmio mais importante da Bienal de Veneza, o Leão de Ouro será conferido, em homenagem póstuma, à arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1994), na décima sétima edição da mostra de arquitetura, a ser realizada a partir de 22 de maio.

De acordo com o curador da Bienal, o também arquiteto Hashim Sarkis, a láurea se deve ao conjunto da obra da ítalo-brasileira: “Sua carreira como designer, editora, curadora e ativista nos lembra o papel do arquiteto como construtor de visões coletivas. Ela também exemplifica a perseverança da arquiteta em tempos difíceis, sejam guerras, conflitos políticos ou imigração, e sua capacidade de permanecer criativa, generosa e otimista o tempo todo.”

Lina, que também assinou o prédio do MASP e a reforma do Sesc Pompeia, é parte agora de uma trinca nacional que recebeu o Leão de Ouro. Os arquitetos Oscar Niemeyer (1907-2012) e Paulo Mendes da Rocha também tiveram seu trabalho reconhecido pela Bienal de Veneza em 1996 e 2016, respectivamente. O trabalho dela ganha ainda mais destaque com a comemoração dos 70 anos da inauguração da Casa de Vidro, um dos marcos da arquitetura moderna no país e residência da arquiteta e seu marido, o empresário e colecionador Pietro Bardi (1900-1999).

Guiada pelo título Como viveremos juntos?, a bienal ocorre de forma online, entre 22 de maio e 21 de novembro. É possível conferir as atividades da programação pelas redes sociais do evento.

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