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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Abraham Palatnik morre de Covid-19 no Rio de Janeiro

O artista potiguar tinha 92 anos e sofria de doença pulmonar

Por Tatiane de Assis Atualizado em 10 Maio 2020, 19h36 - Publicado em 9 Maio 2020, 12h22

O artista potiguar Abraham Palatnik morreu na manhã de hoje (9), vítima de Covid-19, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no hospital Copa Star, no bairro de Copacabana. Sua condição de grupo de risco, devia-se tanto à idade, ele tinha 92 anos, e ao fato de sofrer de doença pulmonar. 

Palatnik era um dos pioneiros da arte cinética na América Latina, junto a ao argentino Julio Le Parc. Ele levou a pintura para o campo tridimensional e também destronou os pinceis de seu protagonismo nessa linguagem. O artista pensava a percepção de cores através do movimento, o que muitas vezes pedia a participação do visitante.

Ele também tinha em engenhos mecânicos sua matéria-prima. Na I Bienal de São Paulo, em 1951, apresentou um de seus aparelhos cinecromáticos, chamado Azul e Roxo Em Primeiro Movimento. Ele também foi um dos artistas que esteve, como colaborador eventual no projeto artístico do hoje Instituto Municipal Nise da Silveira, no Rio de Janeiro, que acolhia pessoas com transtornos psíquicos.

Em uma mostra individual, em 2014,  na galeria Nara Roesler, que o representava, Palatnik mostrava um pouco de seu processo de produção em vídeo, onde se dedicava a pintar filamentos, que comporiam os relevos apresentados na exposição. 

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