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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 28 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Memória: Arlindo Machado (1949-2020), o mestre de aulas esplêndidas

O professor, pesquisador e curador de arte morreu aos 71 anos, neste domingo (19)

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 20 jul 2020, 11h46 - Publicado em 20 jul 2020, 11h35

Arlindo Machado foi meu professor de Cinema no curso de jornalismo da PUC-SP no início da década de 1980. Eram aulas esplêndidas. Ele foi um dos mestres que me fizeram entender a importância do texto de análise e como se constrói o ponto de vista para criticar uma obra. Arlindo não pesquisava somente cinema, mas o audiovisual em seus diferentes suportes de produção.

Foi ele quem me apresentou Julio Plaza e os primeiros passos do vídeo-texto na forma de poesia audiovisual. Guardo em alguma pasta o trabalho que fiz sobre ‘Janela Indiscreta’ — filme de Hitchcock, protagonizado por um fotógrafo voyeur (como todos) que descobre um crime pela teleobjetiva de sua câmera —, resenha manuscrita em almaço na qual estão anotadas as impressões do mestre e pela qual tirei nota máxima.

Ficamos amigos e mantivemos um contato mais próximo no período em que cursei o mestrado em Cinema na USP, isso nos 90. Nessa época, já tinha me bandeado para a gastronomia e nossos contatos, infelizmente, rarearam. Ainda que a distância, acompanhei o lançamento de livros como o ótimo ‘Pré-cinemas e Pós-cinemas (Papirus, 1997)’. Arlindo Machado morreu aos 71 anos neste domingo (19). 

Alunos, colegas e admiradores prestaram homenagens ao estudioso.

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