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Galo de estimação é figura carimbada no Parque da Aclimação

Criado junto a duas crianças, Bolão tem comportamento dócil e socializa com os demais frequentadores do local

Por Luisa Coelho Atualizado em 1 jun 2017, 17h09 - Publicado em 1 dez 2014, 21h20

Em uma tarde de sábado no Parque da Aclimação, na Zona Sul, há duas semanas, o jogo de futebol animava o gramado, a turma da corrida dava suas voltas, os musculosos se penduravam nos equipamentos e, as crianças, nos brinquedos. Tudo normal, não fosse um galo ciscando próximo ao lago. “Vem, Bolão!”, chama o servidor municipal Sidney Tavares, que há dois anos cria a ave e frequentemente a leva para passear junto com os filhos Anderson e Eric, de 9 e 7 anos.

“É mansinho, pode pegar”, diz o homem aos curiosos que se aproximavam atraídos pelas penas coloridas e macias do bicho. Ele atende aos chamados do dono e chega a dormir no colo de uma jovem que se atreve a carregá-lo. Alguns sacam celulares para tirar ‘selfies’ com o galo.

 

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O animal surgiu de um presente que chegou à casa de Tavares há dois anos. Na época, sua mulher, Evany Magalhães, comprou dois pintinhos para entreter os filhos. Ao crescerem, ficaram agressivos. Bolão é cria dos dois e, devido a seu comportamento dócil, foi o único que permaneceu com a família na área verde onde moram, no entorno do parque.

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galo bolão
galo bolão

O lugar é um antigo viveiro municipal, localizado em um terreno da prefeitura onde vivem mais quatro famílias. Outras duas galinhas foram adotadas por Tavares e dividem espaço com os diversos pássaros que passam por ali durante o dia.

O “dono do pedaço” é mesmo Bolão, que tem privilégios, como por exemplo, o de tirar cochilos sobre a cama do casal durante à tarde. À noite, o bicho dorme do lado de fora, em um poleiro construído ao lado da porta de entrada.

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“Ele é o relógio da casa, começa a cantar às quatro da manhã”, conta Tavares, que trabalha durante às madrugadas em obras públicas. Todo dia, ele leva os filhos à escola, no mesmo bairro, e o galo acompanha. “A criançada adora, outro dia brincaram que colocariam o bicho na panela e o Anderson saiu correndo com Bolão no colo”. O animal de estimação também sai de carro com a família nos finais de semana, geralmente para visitar a obra de uma casa que estão construindo, na cidade de Guarulhos.

Bolão e suas duas amigas não são os únicos a ciscar por ali: a família é um verdadeiro ímã de galináceos e outras espécies aladas. Recentemente, apareceu até uma sobrevivente de um trabalho de “macumba” no terreno. Estava machucada e foi alimentada e abrigada durante uma semana. Depois, despacharam-na para uma escola próxima. Tavares diz que não quer mais nenhuma galinha por ali, por causa da sujeira. Mas não desgruda de Bolão.

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