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3ª Bienal Internacional Graffiti Fine Art

VejaSP:

Resenha por Laura Ming

Dedicada a apresentar o que de mais interessante está sendo produzido nas ruas, a 3ª Bienal Internacional Graffti Fine Art surpreende pela caretice com que ocupa o espaço. Em vez de aproveitar as paredes e colunas do Pavilhão das Culturas Brasileiras, as obras são apoiadas em suportes semelhantes a telas e estão descontextualizadas da trajetória de cada artista. O resultado são painéis supercoloridos que ficam ótimos na foto (o ponto positivo da exposição), mas revelam pouco de cada autor – não há sequer plaquinhas de identificação. Um descuido, pois na ampla e boa seleção há nomes de diversos países, como o chileno Daniel Marceli e o japonês Atsuo Nakagawa. É difícil também entender por que as esculturas e instalações ficam isoladas do alcance do público, cercadas por fitas no chão que impedem a aproximação do visitante. Em resumo, a montagem não reproduz a paisagem urbana de onde nasceu o grafite, mais transgressora e inovadora. Salvam-se alguns trabalhos de traços marcantes, como os do pernambucano Derlon, que remetem às tradicionais xilogravuras, e os do paulista Arlin, cujas composições geométricas ganham velocidade com sua técnica. De 18/4/2015. Até 17/5/2015.

    info
  • País: Brasil
  • Ano: 2015
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