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Comércio

Zona cerealista da capital está reformulada

A chef Helena Rizzo foi conferir os produtos da região que mais parece uma filial do Mercadão

18.set.2009 | Atualizada em 7.dez.2010 por Giuliana Bergamo

Dias atrás, Helena Rizzo, chef do restaurante Maní, tentou extrair néctar de caju para compor uma de suas novas receitas, mas não atingiu o resultado esperado. Nem imaginava que o tal suco, já pronto, estava à venda na gôndola de uma loja, o Armazém Santa Filomena, na zona cerealista. Foi o que descobriu ao caminhar pela região a convite de VEJA SÃO PAULO. "É um pouco doce demais, mas bem próximo do que eu procurava", disse ela, ainda com a garrafinha gelada na mão. Vêm de lá alguns dos produtos que ela utiliza em sua cozinha. É o caso do cardamomo, ingrediente do tartar de vieiras, por exemplo, e da quinoa, usada nos bolinhos ao curry. Como faz pedidos por telefone, Helena nunca havia pisado ali antes. "Foi como se estivesse num parque de diversões. Pude ver de perto, pegar na mão, cheirar... Sem contar as surpresas que tive", acrescenta, referindo-se a castanhas de baru, farinha de castanha-do-pará e nêsperas em calda.

A zona cerealista está para as comidas assim como a Rua 25 de Março para as bijuterias. Há produtos variados, em grandes quantidades, frescos e com baixos preços. Até pouco tempo atrás, porém, a região tinha poucos atrativos para o consumidor comum. Isso porque funcionavam por lá, sobretudo, armazéns de cebola, alho e cereais, produtos comprados no atacado por revendedores como supermercados e feiras. Esse tipo de comércio continua, mas com menos força. A maioria dos lojistas reformou ou repaginou seus pontos de venda com o objetivo de atrair clientes do varejo. Boa parte deles oferece estacionamento e serviço de carregador gratuito. Há também quem entregue as compras em casa. Localizada há quatro décadas na Rua Santa Rosa, coração da zona cerealista, a Casa Flora é uma das que investiram fortemente para atrair o novo filão. "Há cerca de três anos, removemos o balcão e dispusemos os produtos em gôndolas", explica o proprietário Antonio Ailton Carvalhal. A loja é também importadora de queijos, vinhos, chocolates e outros produtos caros encontrados em supermercados chiques da cidade. Assim como ocorre nas calçadas da 25 de Março, sua "irmã" dos badulaques, a Rua Santa Rosa e suas adjacentes costumam ser lotadas. A confusão é maior nas manhãs de segunda, repletas de feirantes. Por isso, o ideal é fazer compras e passear por lá à tarde ou aos sábados de feriadões como o desta semana.

Vinho, produtos orgânicos e economia

Alguns dos endereços que recebem consumidores de varejo na região

Casa Flora

Importadora de bebidas, queijos, chocolates e enlatados, entre outros produtos. No fundo da seção de vinhos há uma área reservada para garrafas com desconto. Elas têm pequenas avarias, como rótulo rasgado. O italiano Tenuta Pandolfa Sangiovese, por exemplo, que normalmente é vendido por 56 reais, sai por 40 reais.

Rua Santa Rosa, 207, Brás, Tel. 2842-5199. www.casaflora.com.br.

Cerealista Helena

É um dos principais fornecedores de restaurantes contemporâneos e naturais da cidade. Lá, 100 gramas de castanha-do-pará inteira, sem casca, saem por 2,77 reais. Para se ter uma ideia da economia, a mesma quantidade do produto na Casa Santa Luzia custa 3,87 reais.

Rua Santa Rosa, 141/149, Brás, Tel. 3227-6767. www.cerealistahelena.com.br.

Armazém Santa Filomena

Vende de castanhas a ingredientes para chás e sopas, além do suco de caju que a chef Helena Rizzo buscava. Tem também produtos orgânicos como linhaça canadense (7,40 reais o quilo) e semente de girassol (9,40 reais o quilo).

Rua Santa Rosa, 100, Brás, Tel. 3312-1010.

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