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Ximbinha não vai participar do último show da Calypso e desabafa

"Eu deveria estar lá", escreveu em carta o músico

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Joelma Chimbinha
Chimbinha e Joelma: fim da união após dezoito anos (Foto: VEJA)

O músico Ximbinha afirmou estar "inegavelmente triste" por não participar do show de despedida da banda Calypso, marcado para esta quarta (31), em Macapá. "Sim, eu deveria estar lá", desabafou em comunicado.

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Ximbinha não se apresenta mais com o conjunto desde outubro, depois de ter sido vaiado e hostilizado pelo público em uma apresentação. A separação do guitarrista e da cantora Joelma, com quem formava o Calypso, foi oficializada em novembro. A cantora cumpriu a agenda da banda sem o ex-companheiro. 

O músico estreia no domingo (3) o XCalypso, parceria com a vocalista Thábata Mendes, em apresentação Ananindeua (PA).  

Confira a íntegra da mensagem de Ximbinha: 

Sim, eu deveria estar lá!

Cleidivan Almeida Farias (Ximbinha)

Guitarrista

"No próximo dia 3 subo ao palco pela primeira vez com a XCalypso. Eu e a vocalista Thábata vamos nos apresentar para mais de 150 mil pessoas no aniversário do município de Ananindeua, na região Metropolitana de Belém. É o começo de uma nova fase, que deverá ser tão alegre e feliz como foi a anterior da minha vida. Mas não posso em hipótese alguma deixar minha história, construída com tanto esforço e dedicação, ser relegada ao esquecimento neste momento.

Sim, inegavelmente estou triste de não participar neste dia 31 de dezembro do show de despedida da Banda Calypso, em Macapá. Com esta marca construí minha vida profissional nos últimos 16 anos e o grupo arrebanhou uma legião de fãs de Norte a Sul do País. Gostaria, sim, de estar no palco, para fechar com chave de ouro este ciclo que, definitivamente, mudou minha vida e que me transformou de um simples garoto que amava tocar guitarra em um profissional completo.

Com a Banda Calypso cruzei este Brasilzão do Oiapoque ao Chuí, levando não só música simplesmente, mas uma nova proposta. Vencemos barreiras e preconceitos, inclusive musicais e empresariais. Vendemos mais de 16 milhões de cópias de CDs e DVDs. Conseguimos fazer o caminho inverso, inverter a lógica: transformarmos uma banda pequena da Amazônia em um fenômeno musical respeitado até hoje, quando faz seu último show. Sim, eu gostaria de estar lá.

Os fãs com certeza desejaram arduamente que a cortina se fechasse para a Banda Calypso com sua formação completa, mas infelizmente questões que estão acima do mundo artístico, não permitiram isso.

Não sou homem de reclamar, sou homem de trabalhar. Deixo aqui meu carinho para todos que trabalhei e que convivi de forma especial e próxima na Calypso. Se errei, reconheci este erro. Mas também sei que acertei muitas vezes.

Gostaria, sim, de estar presente fisicamente neste momento para mostrar o que nasci pra fazer: tocar. Mas como não terei está oportunidade, saibam que meu coração estará lá, com a Banda Calypso, com o público, com os fãs.

Obrigado a todos que me ajudaram nesta caminhada até aqui. Fiquem com Deus e que seus caminhos sejam sempre de sucesso.

Parto para uma nova história, agora nos palcos com Thábata. Espero contar com novo apoio e carinho do público que tanto amo. Farei deste amor um compromisso pessoal e o lema desta nova jornada com a XCalypso.

Sigo em frente com determinação e fé em Deus".

Fonte: VEJA SÃO PAULO