CIDADE

Após revelar abuso sexual, jornalista recebe apoio de outras vítimas

Repórter do site R7, da Record, registrou boletim de ocorrência nesta quinta (28). Metrô informou analisa imagens para identificar o suspeito

Por: Ana Luiza Cardoso

Metrô
Jornalista denuncia caso de assédio sexual no metrô de São Paulo (Foto: Marcelo Kura)

“Recebi muitas mensagens de solidariedade. Muitas, de pessoas que já passaram pela mesma situação”, disse a jornalista Caroline Apple, do portal R7, da Record, vítima de assédio sexual no Metrô de São Paulo. Caroline tornou o caso público ao escrever um depoimento para o site em que trabalha. Desde então, tem recebido mensagens de apoio em sua página no Facebook. Nesta quinta-feira (28), registrou um boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial do Brás. Ela quer que o caso chame a atenção para um problema comum no transporte público e espera que o Metrô tome alguma providência.

Net diz que demitirá funcionários envolvidos em casos de assédio

Na noite da última quarta-feira (27), Caroline foi vítima de assédio sexual em um vagão do Metrô enquanto voltava do trabalho, no trajeto Bresser-Mooca. A jornalista conta que um homem se aproximou e ejaculou sobre a sua calça.

A cada três dias, uma queixa de assédio é registrada no Metrô ou na CPTM

Após perceber que a sua roupa estava suja, pediu ajuda a um funcionário da linha. Segundo a jornalista, o agente disse que ela devia ter visto e gritado ou falado com os próprios passageiros no vagão. Ela conta que, mesmo se eu tivesse visto o homem, não queria que os usuários se tornassem agressores do dia pra noite. “Ele poderia ter sido linchado.”

+ Confira as últimas notícias da cidade

Em nota, o Metrô informou que analisa imagens para identificar o suspeito e pretende tomar as providências necessárias. Também informou que o funcionário que atendeu a Caroline foi encontrado e será reorientado.

“A repórter do R7 fez o correto em procurar um dos nossos agentes para fazer a denúncia. A informação de que um dos nossos funcionários disse que “nada poderia ser feito” é totalmente contrária à orientação do Metrô de amparar as vítimas e auxiliá-las para a realização de um Boletim de Ocorrência.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO