Educação

Conselho e servidores da USP discutem hoje plano de demissões voluntárias

Mesmo com protesto, conselho universitário aprovou nessa terça-feira (2) proposta de corte de funcionários para conter crise

Por: VEJA SÃO PAULO

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Funcionários, professores e estudantes participaram do ato público "SOS USP" na Praça do Relógio nessa terça-feira (2) (Foto: Drago/Folhapress)

O Cruesp (Conselho de Reitores da USP, Unicamp e Unesp) e o Fórum das Seis, que reúne os sindicatos dos servidores e docentes das instituições, discutem às 16h desta quarta-feira o plano de demissões voluntárias (PDV) aprovado na noite dessa terça-feira (2) para conter a crise financeira da USP. 

A proposta do reitor Marco Antonio Zago de cortar 2 800 funcionários da folha de pagamento foi confirmada pelo Conselho Universitário sob o protesto de alunos, professores e funcionários. Com show do músico Tom Zé, cerca de 700 manifestantes fizeram um ato contra a decisão, pedindo mais recursos para as universidades paulistas.

O Conselho Universitário também aprovou um reajuste salarial de 5,2%, não retroativo e dividido em duas partes: 2,6 % em outubro e 2,6% em janeiro. O índice é inferior aos 9,78% pedido pelos funcionários. Os servidores estão em greve desde 27 de maio.  O encontro desta quarta no Cruesp também discutirá a proposta de aumento.

Com o programa de demissões, a USP prevê gastar até 400 milhões de reais em indenizações. O valor sairá das reservas financeiras da universidade. A expectativa é que o plano represente uma economia de 6,5% a 7,5% na folha de pagamento a partir de 2016.

Atualmente, a universidade gasta 106% do orçamento com a folha de pagamento. O PDV deve abranger funcionários não docentes, com idades entre 55 a 67 anos e que tenham mais de 20 anos de carreira. O plano prevê como indenização um salário por ano trabalhado (até o limite de 20 anos ou 400 mil reais).

Outra medida para conter a pior crise financeira da história da USP já foi tomada. Na última semana, o conselho aprovou a transferência do Hospital de Reabilitação de Anomalias Carniofaciais (Centrinho), em Bauru, para o estado. A mudança de gestão do Hospital Universitário também está sendo discutida.

 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO