Exposição

"Trilogia Vermelha: China" revela um país entre o passado e a tradição

Mostra com 60 fotografias encerra projeto de retratar lugares ainda vinculados ao socialismo

Por: Meriane Morselli

Trilogia Vermelha: China
Imagem de uma garota em um templo budista de Henan: registro de Paulo Mancini (Foto: Paulo Mancini)

Iniciado em 2005 com o objetivo de interpretar por meio de fotografias três países de alguma forma ainda vinculados ao socialismo, o projeto Trilogia Vermelha, da Pinacoteca do Estado, focou primeiro Cuba. Os fotógrafos Mauricio Nahas e Ricardo Barcellos tiveram a missão de registrar o modo de vida na ilha, viagem que rendeu em 2006 a mostra "Era Uma Vez em Havana". Na etapa seguinte, "Cosmos — Três Olhares sobre a Rússia", com a participação de Paulo Mancini ao lado da dupla, trouxe os contrastes e paisagens de São Petersburgo e Moscou. "Trilogia Vermelha: China" encerra a sequência e reúne sessenta trabalhos realizados por Nahas, Barcellos e Mancini.

O trio, todos nomes ligados à publicidade, passou por Pequim e Xangai e por mais dezoito pequenos povoados numa jornada de quarenta dias. Com olhares distintos, eles flagraram anônimos no dia a dia na cidade e no campo, num país que se divide entre tradição, modernidade e religiosidade. Um bom exemplo é a foto de uma despojada garota em um templo budista, captada por Paulo Mancini na província de Henan. De Mauricio Nahas, a série Casamento em Xian traz registros de casais durante a cerimônia e revela-se admirável e sensível. Feita por Ricardo Barcellos, a imagem de um grupo de jovens de uma escola de kung fu, na região de Kaifeng, sobressai na montagem. Há ainda pessoas em trens, clubes, restaurantes, moradias típicas, mercados, além de vinte obras das outras duas exposições do projeto.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO