Trânsito

Teste do táxi: quando o Uber compensa

Sim, o aplicativo de carros de luxo pode sair (bem) mais barato que o serviço comum. Saiba em quais casos

Por: Alessandra Freitas, Gabriela Boccaccio, Felipe Neves e Mariana Rosário - Atualizado em

uber
Carro do Uber: mais conforto e, em alguns casos, tarifa vantajosa (Foto: )

Quem gosta de puxar papo com taxistas sabe que a palavra Uber é sinônimo de reclamações pela corrida toda. Pelo aplicativo, é possível solicitar o serviço de um motorista particular, com carros de bom padrão, como Toyota Corolla, sempre pretos e fabricados a partir de 2010. Recentemente, a disputa entre os adeptos dos dois tipos de serviço foi parar na Justiça.

Para o consumidor, o que interessa: além da diferença de conforto, qual serviço é mais eficiente? E qual pesa menos no bolso?

Na tarde de quinta-feira (06), quatro repórteres de VEJA SÃO PAULO testaram os serviços 99Taxis e Easy Taxi (de táxi por aplicativo), Bat Táxi (táxi chamado por telefone) e Uber (motorista por aplicativo).

Os carros foram chamados exatamente na mesma hora, às 14h56, entre a Rua do Sumidouro e a Avenida das Nações Unidas, em Pinheiros.

Avaliamos dois critérios: rapidez e custo.

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QUEM FOI O MAIS RÁPIDO?

No teste da velocidade, o primeiro carro a chegar foi o da Easy Táxi, seguido pelo veículo da 99Táxis, ambos com três minutos de demora a partir do primeiro clique no aplicativo. Chamando o automóvel à moda "antiga", por telefone, o repórter levou 9 minutos no total (2 minutos desse tempo só para requisitar o condutor). 

O Uber, apesar de ter sido o primeiro a localizar um veículo disponível, em apenas 1 segundo, acabou na lanterna: 10 minutos no total.

A vantagem para quem esperou um pouco mais foi a qualidade da viagem. O Uber enviou um Corolla bem confortável, com banco de couro, wi-fi e revistas.

Veja a tabela abaixo.

teste do táxi (rapidez)
(Foto: Veja São Paulo)

QUEM TEVE O MELHOR PREÇO?

Para a disputa de valores, seguimos em trajetos iguais com os carros solicitados pelo Uber e pelo Easy Táxi. No caso deste último, o custo segue as regras vigentes definidas pela prefeitura para um táxi comum. 

Em trajeto curto pela cidade, de 3,6 quilômetros, o Uber saiu 20% mais caro.

Porém, em outro caminho temido pelos bolsos paulistanos, a ida ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, essa opção se mostrou muito melhor a partir de Pinheiros: o Easy Taxi custou 27% mais. A razão é a taxa de 50% cobrada em percurso intermunicipal. Para o Uber, isso não faz diferença.

Para quem quiser fazer as contas: táxis comuns em São Paulo cobram atualmente 4,50 reais a bandeira 1 + 2,75 reais por quilômetro rodado. A bandeira 2 (domingos, feriados e de segunda à sexta das 20h às 6h) custa 5,85 reais e o quilômetro rodado aumenta para 3,57 reais. Nos dois casos, o minuto parado sai por 55 centavos.

No Uber, a bandeirada a qualquer horário e dia é de 5 reais (não importa o horário), cada minuto de viagem (com carro parado ou em movimento) sai 40 centavos e o quilômetro rodado custa 2,42 reais.

teste do táxi (custo final) 2
(Foto: Veja São Paulo)

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Fonte: VEJA SÃO PAULO