Polícia

Teste de DNA confirma que Álvaro Pedroso é a vítima de esquartejamento

Familiares já haviam reconhecido o retrato falado. Amante é principal suspeita de ter cometido o crime

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

O motorista Álvaro Pedroso, de 55 anos é a vítima de esquartejamento cujo corpo foi encontrado em Higienópolis e a cabeça na Praça da Sé em março. O teste de DNA que comparou material genético da vítima com o de familiares do motorista deu positivo. A viúva e os filhos já haviam reconhecido o retrato falado feito com a ajuda de computadores, mas o exame era necessário para confirmar a identidade de Pedroso.

A principal suspeita do assassinato é uma mulher que foi amante da vítima por muitos anos. Os dois teriam rompido recentemente, por iniciativa dela, segundo a própria viúva relatou. Ela não teria agido sozinha. Imagens que mostram a mulher já foram coletadas, e a polícia trabalha para fazer um retrato falado.

+ Novo laboratório reconstitui rosto do esquartejado com técnica de cinema

O morador de rua João Eduardo Jerônimo, 29 anos, foi preso no dia 4 de abril depois de ter sido reconhecido como o responsável por carregar as sacolas de plástico que continham as partes do corpo. Em depoimento, ele afirmou ter recebido 30 reais para carregar os sacos, mas que não sabia qual era o conteúdo. Por ser procurado por roubo, Jerônimo foi levado para um Centro de Detenção Provisória.

O caso

Por volta das 9h do dia 23 de março, um catador de papel encontrou em um saco de lixo duas pernas e dois braços humanos decepados. A sacola estava na esquina da Rua Sergipe com a Rua Sabará, em Higienópolis, em frente ao Cemitério da Consolação. Assustado, ele pediu a ajuda de um comerciante, que chamou a polícia.

Mais tarde, por volta do meio-dia, um tronco foi achado na região, na esquina da Rua Mato Grosso com a Rua Coronel José Eusébio. Os policiais também encontraram nas sacolas plásticas um vestido.

As pontas dos dedos e parte da pele do tórax foram arrancadas para dificultar o trabalho da perícia. “Já vi casos parecidos, mas este impressiona por causa dos detalhes. A pessoa agiu para dificultar o trabalho da polícia”, diz o delegado Itagiba Franco.

Na manhã do dia 27 de março,Policiais da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontraram uma cabeça dentro de um saco plástico na Praça da Sé, no centro. Os agentes foram alertados por um pedestre que reparou uma grande concentração de moscas no local. No mesmo dia, peritos confirmaram que a cabeça pertencia ao corpo desaparecido em Higienópolis.

Fonte: VEJA SÃO PAULO