Teatro

Confira os espetáculos musicais que estão em cartaz

Não é à toa que São Paulo ganhou o apelido de Broadway Brasileira

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Chacrinha, o Musical
Stepan Nercessian (no centro): atuação impecável em Chacrinha, o Musical (Foto: Caio Gallucci)

Confira abaixo os principais musicais que estão em cartaz na cidade:

Tudo sobre teatro

  • Os musicais biográficos firmaram-se como filão aparentemente infalível. Contar a vida de um artista de forma atraente e principalmente criativa, porém, passa a ser o desafio desse tipo de produção. Longe da narrativa linear guiada por uma cronologia, Chacrinha, o Musical, escrito por Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, vai para o trono, como diria o Velho Guerreiro em seus programas. Dirigido por Andrucha Waddington, o espetáculo acerta ao mostrar de que forma Abelardo Barbosa (1917-1988) se tornou um dos mais populares comunicadores do Brasil. Para isso, a trama é centrada em duas visões do protagonista que permeiam a montagem. Por intermédio do jovem Abelardo (representado por Leo Bahia), são explicadas as raízes pernambucanas e sua batalha para se firmar profissionalmente. Já o consagrado animador de auditório (interpretado por Stepan Nercessian) surge através de contornos psicológicos que contrastam a fragilidade na intimidade com o espírito festivo e destemido diante do público. Impecável, Nercessian reproduz a alma do biografado apoiado na voz rouca e na postura, mas principalmente ao encantar a plateia com seus improvisos. Tamanha identificação não ofusca o trabalho de Bahia, surpreendente ao se desdobrar com relativa facilidade entre a infância e a vida adulta do personagem. Setenta canções estouradas nos programas de Chacrinha ganham a cena. Completam o elenco 23 atores, na pele de personalidades como o empresário Boni (interpretado por Saulo Rodrigues) e a jurada Elke Maravilha (papel de Mariana Gallindo). Estreou em 27/3/2015. Até 26/7/2015.
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  • Inspirados no teatro de revista, Maurício Guilherme escreveu e Victor Garcia Peralta dirige o musical. Em quinze quadros, a montagem satiriza as vilanias humanas através de um produtor de espetáculos (papel de Érico Brás) na sua tentativa de transpor as barreiras burocráticas de uma instituição. Com Françoise Forton, Mariana Santos, Maria Bia e Rodrigo Fagundes. Dia 3/4/2015. Até 10/5/2015.
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  • Depois do bem-sucedido A Madrinha Embriagada, o diretor Miguel Falabella engata este grandioso projeto no mesmo palco. Baseada no texto de Dale Wassermanom, com melodias de Mitch Leigh e letras de Joe Darion, a ação foi ambientada em um manicômio do fim da década de 30. Por lá, um paciente (interpretado por Cleto Baccic) apresenta-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator e coletor de impostos, e interna-se na companhia do criado Sancho (Jorge Maya). Para minimizar a triste realidade, ele propõe aos internos e funcionários um mergulho na fantasia, e todos passam a fazer teatro. Eles descobrem a força do sonho como meio para suportar o cotidiano. Além do bom trabalho de Baccic e Maya, Sara Sarres sobressai na pele de Dulcineia e Guilherme Sant’Anna dá fôlego ao papel de Governador. Criativa e correta, a versão de Falabella tem grande capacidade de comunicação com a plateia a que se destina e a deixa de olhos cheios. Estreou em 13/9/2014. Até 28/6/2015. Em 1972: o musical teve uma célebre montagem protagonizada por Paulo Autran, Bibi Ferreira e Grande Otelo, com direção de Flávio Rangel.
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  • O cantor e compositor Alexandre Magno Abrão (1970-2013), mais conhecido como Chorão, é o tema do musical escrito por Well Rianc. O rapper DZ6 interpreta o líder da banda Charlie Brown Jr. Para encenarem a biografia do artista, 23 atores foram escalados, entre eles Carolina Oliveira, Patrícia Coelho, Júlio Oliveira e Letícia Scopetta. Direção cênica de Bruno Sorrentino e Luiz Sorrentino e direção musical de Marcel Balieiro. Estreou em 13/3/2015. Até 12/7/2015.
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  • Divertida e de forte teor regionalista, a peça de Osman Lins (1924-1978) virou especial de TV, filme e agora ganha o formato de um musical. O universo circense ambienta a história de Leléu e Lisbela (interpretados por Luiz Araújo e Ligia Paula Machado), que teve adaptação teatral de Francisca Braga e direção cênica de Dan Rosseto e Ligia. Ele é um artista mambembe e mulherengo, cheio de confusões no currículo, apaixonado pela moça do título, que é filha de um poderoso da região e noiva de outro rapaz (papel de Beto Marden). A trilha sonora escolhida dialoga bem com as cenas e traz canções como Purpurina, Sonhos de um Palhaço, Saga e Somos Todos Iguais Nessa Noite, a maioria embalando as coreografias circenses. Muito prolixa, no entanto, a adaptação tira força da bem produzida montagem, principalmente por detalhar demais os diversos personagens (alguns poderiam ser eliminados) e, por vezes, explorar pouco os protagonistas. Com Marilice Cosenza, Fernando Prata, Nill de Pádua e outros. Estreou em 10/4/2015. Até 27/6/2015.
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  • Whoopi Goldberg já era uma atriz bastante conhecida quando protagonizou o filme de Emile Ardolino em 1992. Tinha até um Oscar de coadjuvante por Ghost, do Outro Lado da Vida. Para a cantora Karin Hils, no entanto, interpretar a personagem Deloris na adaptação do longa, que, no formato musical, foi visto em onze países, tem tudo para ser a consagração. Sob a direção original de Jerry Zaks, a montagem é repleta de qualidades e, mesmo assim, o carisma e o vozeirão da ex-integrante da banda Rouge saltam aos olhos e ouvidos do público. Na trama, Deloris Van Cartier é uma cantora despachada, cercada de más companhias. O tempo fecha assim que ela testemunha um assassinato e, no desespero de salvar a pele, se esconde num convento. Por lá, a moça conquista a simpatia das freiras e revoluciona o coral da instituição. Os adaptadores Bianca Tadini e Luciano Andrey injetam uma deliciosa pegada pop na versão brasileira do texto de Cheri e Bill Steinkellner com músicas de Alan Menken e letras de Glenn Slater. As cenas têm ritmo, as piadas, mesmo que algumas fáceis demais, arrancam risadas e as interpretações carregam uma naturalidade incomum no gênero. Entre os 31 atores, Adriana Quadros e Andrezza Massei são destaque como a Madre Superiora e a Irmã Maria Patrícia, respectivamente. Na pele do atrapalhado policial Eddie, Thiago Machado é uma surpresa. Estreou em 5/3/2015. Até 25/10/2015.
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  • O musical de Claudio Botelho e Charles Möeller usa as canções de Chico Buarque para contar as histórias de uma trupe de teatro. Desta vez, Botelho assume ainda o papel do dono da companhia, que ao lado da mulher (Marya Bravo) viaja com suas apresentações por cidades. Com Gabi Porto, Rodrigo Cirne, Estrela Blanco, Felipe Tavolaro, Carol Bezerra e Thuany Parente. Na trilha, Calabar, Gota d’Água e Roda Viva. Estreou em 8/8/2014. Até 31/5/2015.
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  • Poucos nomes da cena local surpreendem tanto quanto Zé Henrique de Paula. Desta vez, o diretor importou o original dos americanos Greg Kotis e Mark Hollmann para produzir um musical que, apesar do ambiente intimista do Núcleo Experimental, não deixa nada a desejar às superproduções do gênero. O tema da peça se faz tremendamente oportuno. Lançada na Broadway em 2001, a satírica história é centrada nos habitantes de uma cidade que enfrenta uma crise hídrica há duas décadas, resultado da escassez das chuvas. A população conta os tostões e paga banheiros coletivos controlados pela Companhia da Boa Urina (CBU). Quem desacata a lei é enviado para uma colônia penal. Inconformado com as abusivas taxas, o jovem Bonitão (interpretado por Caio Salay) lidera um movimento para enfrentar o poderoso Patrãozinho (papel de Roney Facchini), administrador da CBU, e ameaça uma perigosa rede de interesses. No elenco de treze atores ainda se destacam Nábia Vilella e Bruna Guerin, todos cantando muito bem acompanhados de oito músicos sob a regência de Fernanda Maia. Estreou em 3/4/2015. 
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Fonte: VEJA SÃO PAULO